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Ex-piloto da MotoGP afirma que o motociclismo tem o mesmo perigo dos outros esportes

A morte do piloto de Motocross Swian Zanoni no último domingo (18) causou comoção no mundo do esporte a motor e levantou mais uma vez a discussão sobre os perigos do automobilismo. Representante do Brasil no Mundial de MotoGP entre 2002 e 2007, Alexandre Barros conversou com o iG sobre o tema e defendeu que o motociclismo não é mais perigoso do que qualquer outro esporte.

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“Todo mundo é responsável pelo que faz, todos os pilotos sabem do risco quando correm, assim como em qualquer outro esporte. Faz parte de qualquer esporte, qualquer esporte tem seu risco”, disse Barros à reportagem.

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Apesar de ter disputado uma categoria bem diferente da de Swian, Barros também falou a respeito das provas piratas – sem homologação de Confederações . E o ex-piloto afirmou que nunca participou deste tipo de competição. “Sempre participei de campeonatos. A única coisa que eu fazia fora eram provas internacionais, homologadas”, declarou.

Piloto de Motocross se opõe a provas piratas

O experiente Milton “Chumbinho” Becker já é um nome consagrado no motociclismo brasileiro. Aos 43 anos, o piloto coleciona glórias no Motocross do país. Nesta temporada, ele comemorou seu 15º título nacional ao vencer a categoria MX4 da Superliga MX. Em contato com a reportagem do iG , o piloto afirmou que faz parte da responsabilidade dos competidores de sua modalidade não participarem de eventos piratas .

Chumbinho é um experiente piloto brasileiro de motocross
Reprodução
Chumbinho é um experiente piloto brasileiro de motocross
Chumbinho não considera que o motociclismo seja um esporte perigoso. Mas admitiu que os pilotos têm de evitar os eventos que não são homologados pela Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM).

“Eu já andei por várias empresas e a gente sabe que não pode participar de provas que não são homologadas”, disse Chumbinho.

O piloto, que é membro da Pro Tork, disse que seu contrato não tem qualquer tipo de impedimento em relação à participação em eventos desse tipo, mas acredita que isso faz parte da conduta dos competidores.

“Não tenho nada (no contrato), mas não posso andar em provas que não sejam homologadas. Na verdade, você pode até tomar uma penalização da CBM se você for correr em uma prova que não seja homologada”, declarou.

O experiente piloto, no entanto, pediu ajuda dos órgãos fiscalizadores para que mais provas desse tipo não sejam realizadas.

“Acho que os órgãos que estão aí deveriam fiscalizar melhor. Eu penso assim, porque piloto ir lá e fiscalizar é complicado. Ir lá, olhar a métrica, olhar estrutura de pista... Piloto vai lá para andar. Quem tem que fazer isso são as federações, a confederação, esses órgãos deveriam bater mais pesado”, completou.

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