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Diversos jornais da Itália noticiam a formação de um pacto entre pilotos de ambas as nacionalidades, para facilitar ou complicar a corrida de Rossi em Valência, dia 8 de novembro

A queda e a discórdia:
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A queda e a discórdia: "racha" entre Rossi e Márquez incendeia a MotoGP


 Correr em alta velocidade com uma motocicleta já é para poucos. Requer concentração, precisão e arrojo. Agora imagine fazer isso tendo outras coisas em mente. Como facilitar ou dificultar a vida de um concorrente em específico. Pois, a julgar pelos relatos da mídia italiana, parece ser esse o cenário para a última prova do Mundial 2015 de MotoGP, em Valência, neste domingo. São os efeitos da tensa polêmica entre Valentino Rossi, da Yamaha, e Marc Márquez, da Honda.

Primeiro, foi noticiado que haveria um pacto entre os pilotos espanhóis para tentar complicar ao máximo a corrida de Rossi no domingo. Em sua disputa pelo título mundial com Jorge Lorenzo, espanhol, hexacampeão mundial vai ser obrigado a largar na última colocação, como punição pelo acidente que causou na corrida passada , na Malásia, provocando a queda de Márquez.

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Esse acordo foi desmentido de maneira categórica pela assessoria de Lorenzo, que é companheiro de equipe de Rossi. “É uma informação ridícula e sem fundamentos essa publicada por ‘La Repubblica’. Queremos expressar nosso mal-estar por este tipo de rumores, que foram rebatidos antes de sua publicação. É absolutamente falso”, diz em nota.

O jornal “Marca”, de Madri, também tomou partido nessa história e afirmou que “Jorge Lorenzo sendo vítima de uma campanha midiática orquestrada na Itália”.

Pois, nesta sexta, foi vez de outro veículo italiano, a TV “RAI”, colocar pimenta nesta história, ao dizer que Danilo Petrucci, Andrea Iannone e Andrea Dovizioso já teriam procurado seu compatriota para dizer que não oferecerão resistência alguma na corrida em caso de tentativa de ultrapassagem. Iannone já foi acusado de ter ajudado Rossi em Sepang.

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Já o diário "Sportfair" se atreveu a fazer uma lista dos pilotos que estariam do lado de Márquez (e, por consequência, de Lorenzo) e aqueles que se alinhariam a Rossi. Estariam com os espanhóis: Dani Pedrosa, Hector Barberá, Álvaro Bautista, Stefan Bradl e Yonny Hernandez. Com os italianos: Danilo Petrucci, Maverick Viñales, Jack Miller, Nicky Hayden, Bradley Smith e Toni Elias. Os neutros: os irmãos Espargaró, Cal Crutchlow, Scott Redding e Andrea Dovizioso.