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Tricampeonato de Ayrton Senna completa 20 anos

No ano em que venceu no Brasil pela primeira vez, piloto conquistou sete vitórias para garantir seu terceiro e último título na F1

iG São Paulo | 20/10/2011 10:43

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Há exatos 20 anos, Ayrton Senna se sagrava tricampeão mundial da Fórmula 1. Com um segundo lugar no Grande Prêmio do Japão no dia 20 de outubro de 1991, um dos maiores ídolos da história do automobilismo brasileiro conquistava o oitavo e último título do país na categoria. Polêmico dentro e fora das pistas, Senna escrevia definitivamente seu nome na história da F1, sendo até hoje reconhecido internacionalmente como um dos grandes.

Veja também: Especial do iG relembra todas as provas da temporada de 1991

O ano do tri foi marcante para Senna. Com seu maior rival, Alain Prost, fora da briga pelo título, o brasileiro tinha como principal obstáculo a superioridade dos carros da Williams, que contava ainda com a experiência do piloto Nigel Mansell – principal adversário de Senna naquele ano.

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O início da temporada do brasileiro foi arrasador. Após conquistar a pole position e a vitória no primeiro GP, nos Estados Unidos, Senna viveu um dos momentos mais emocionantes de sua carreira: ele venceu pela primeira vez uma corrida em casa, após oito anos na F1, para o delírio dos torcedores. E foi de maneira heróica – a 20 voltas do final, o piloto da McLaren perdeu a 4ª marcha e, nas últimas sete voltas, ficou também sem a 3ª e a 5ª marcha, tendo que terminar o trajeto, debaixo de chuva, apenas com a 6ª.

<span>Ayrton Senna já começou o ano de 1991 na frente, vencendo o GP dos Estados Unidos</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>O brasileiro corria na briga pelo seu terceiro título com a McLaren</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <strong>Publicidade</strong> <span>Senna venceu o GP do Brasil daquela temporada de maneira histórica</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>E comemorou com a bandeira brasileira a primeira vitória em casa de sua carreira</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>O brasileiro se prepara para a prova seguinte, em San Marino, na qual conquistou sua terceira vitória consecutiva</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>Na Inglaterra, Ayrton pegou carona no carro de Nigel Mansell após ficar sem combustível na última volta</span> - <strong>Foto: Reprodução</strong> <span>O brasileiro correu na Hungria sob pressão - estava há cinco provas sem vencer</span> - <strong>Foto: Getty</strong> <span>Porém, Senna liderou a prova de ponta a ponta e pôs fim ao jejum de vitórias</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>Ele repetiu o primeiro lugar no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>Na Itália, o brasileiro se defende dos ataques dos carros da Williams, seus principais adversários em 1991</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>Ayrton terminou prova da Espanha em quinto, adiando a conquista do título</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>Senna chegou à penúltima prova da temporada, no Japão, 16 pontos à frente de Mansell no campeonato</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>Ayrton Senna comemora segundo lugar em Suzuka em 1991 </span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>O resultado no Japão foi suficiente para ele garantir seu tricampeonato com uma prova de antecedência</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong> <span>Já com o título nas mãos, Senna venceu o GP da Austrália, último do ano</span> - <strong>Foto: Getty Images</strong>

A corrida foi tão extenuante que, após cruzar a linha de chegada, Senna saiu carregado de seu carro. No pódio, exausto e muito emocionado, o brasileiro mal conseguiu levantar o troféu da vitória.

Após essa conquista, Senna venceu mais dois GPs consecutivos, em San Marino e Mônaco, somando também quatro pole positions. Com esse início arrasador, o brasileiro abriu uma grande vantagem para seus adversários, distanciando-se na liderança do campeonato.

No entanto, na prova seguinte, no Canadá, Senna abandonou por problemas no alternador do carro e ficou sem pontuar pela primeira vez no ano. No México, ele viu um início de domínio da Williams, que fez dobradinha com Riccardo Patrese e Mansell, deixando o brasileiro apenas na terceira colocação. Depois, na França, a Williams triunfou de novo, dessa vez com Mansell, e Senna repetiu o terceiro lugar.

A nona etapa, na Grã-Bretanha, presenciou uma cena inusitada: o brasileiro ficou sem gasolina na última volta e, após o fim da prova, pegou uma carona com o vencedor, Nigel Mansell, para voltar aos boxes. A pane seca se repetiu no giro final da prova seguinte, na Alemanha, e Senna viu o britânico da WIlliams se aproximar na classificação.

Com sua liderança do Mundial ameaçada e a sorte parecendo ter lhe abandonado, Senna foi para o GP da Hungria sob grande pressão, mas conseguiu se reencontrar com a vitória. Ele venceu também no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, para afastar de vez qualquer desconfiança.

Dali para frente, Senna só precisou administrar os resultados para manter a vantagem sobre Mansell. Na Itália foi segundo, repetindo a colocação em Portugal. Na Espanha o brasileiro já poderia ter garantido o título, mas rodou no início da corrida, terminando em quinto, enquanto o piloto da Williams venceu mais uma.

Vídeo especial sobre Ayrton Senna

O grande momento de Senna, no entanto, estava guardado para o GP do Japão. No circuito que já havia lhe consagrado duas vezes, o brasileiro foi ajudado por um erro de Mansell. Tendo que forçar desde o início, o britânico rodou na 10ª volta e abandonou, esgotando suas chances no campeonato. Com isso, Senna nem precisou vencer para confirmar seu terceiro título, com uma prova de antecedência.

O segundo lugar em Suzuka foi suficiente para garantir a festa de Senna, que, como de costume, fez a volta de comemoração e subiu ao pódio carregando a bandeira brasileira.

Senna ainda venceu a etapa seguinte, na Austrália, para fechar o ano do tri com chave de ouro, chegando à marca de oito pole positions e sete vitórias na temporada.

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