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Eric Boullier pretende contar com o polonês, mas reclama da falta de comunicação entre piloto e equipe

O chefe da Lotus Renault, Eric Boullier, disse neste domingo (13) que fará o que puder para que Robert Kubica retorne à equipe na temporada 2012, mesmo que isso signifique incluí-lo na dupla de pilotos com a temporada em andamento.

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"O que eu sei ultimamente é que ele não pode se comprometer com nenhuma data, então temos de discutir um plano de comunicação. Obviamente, o queremos de volta", disse o dirigente, em entrevista ao site da revista inglesa Autosport .

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"E se tiver que ser durante o ano, por que não? Existem certas condições que temos de discutir, e eu preciso conversar com o seu empresário (Daniele Morelli) pois, uma vez que ele souber que não conseguirá voltar, ou que qualquer situação acontecer, a gente precisará se comunicar", acrescentou.

Recentemente, Boullier colocou como limite o mês de outubro para o polonês - que se recupera de um grave acidente sofrido em um rali na Itália, em fevereiro -, mas o piloto não pôde dar um parecer sobre seu quadro de saúde. O dirigente, por sua vez, insiste que não está preocupado e que tem muitas opções para seu time, mas afirma que Kubica poderia ter dito mais sobre si mesmo.

"Se ele não quer conversar com ninguém, o que eu posso dizer? Não teve nenhum problema no plano de comunicação do mês passado. Acho que o problema foi que outubro era o mês chave para ele dar certeza de que poderia voltar em fevereiro. Infelizmente, acho que ele não está preparado agora", completou.

O francês também disse que o piloto terá liberdade para escolher se voltará à Fórmula 1 ou se tentará correr em outra categoria. "Estamos sendo muito justos, estamos moralmente comprometidos com ele e se ele quiser pilotar em outro lugar, tudo bem. Ele faz o que ele quer. Eu não acredito que ele poderia estar em uma situação melhor do que está agora, livre", encerrou.

Atualmente, a Lotus Renault conta com o russo Vitaly Petrov e o brasileiro Bruno Senna. No entanto, o brasileiro poderá deixar a escuderia no ano que vem, tanto em função do possível retorno de Kubica quanto por conta da presença do francês Romain Grosjean, da GP2 , forte aspirante a uma vaga no cockpit do time.

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