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Jean Todt não acredita que a Fórmula 1 precise usar a chicane utilizada durante a Corrida do Milhão

AP
Presidente da FIA, Jean Todt não acha que a Fórmula 1 precisará usar a chicane em Interlagos
O francês Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) desde 2009 e ex-chefe da Ferrari, está satisfeito com o nível de segurança da Fórmula 1 . Questionado sobre os recentes acidentes em Interlagos, sede do Grande Prêmio do Brasil, o dirigente deu a entender que não considera que mudanças no traçado sejam necessárias.

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"Quando estamos na pista, temos que ser precisos. Sabemos que ocorreram acidentes em Interlagos com outra categoria. Investigações detalhadas foram realizadas para saber o que pode ser melhorado não em relação ao circuito, mas sim aos carros. Pode ter certeza que todas as medidas vão ser tomadas para evitar a repetição desse tipo de acidente", afirmou o dirigente.

Todt está em São Paulo para promover uma campanha de segurança no trânsito instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 150 países.

No último mês de abril, Gustavo Sondermann morreu após acidente na Curva do Café . Em 2007, Rafael Sperafico, da Stock Light, sofreu acidente fatal no mesmo ponto. No Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 de 2003, o local foi palco de um grave acidente envolvendo o espanhol Fernando Alonso e o australiano Mark Webber.

Após a série de imprevistos, os administradores do Autódromo de Interlagos resolveram construir uma chicane na Curva do Café. A primeira versão da obra, feita no sentido inverso e com uma zebra inadequada, foi corrigida e usada na Corrida do Milhão , da Stock Car . Na F1, no entanto, o expediente não será aproveitado.

Ao falar sobre a segurança na principal categoria do automobilismo, Jean Todt citou o brasileiro Ayrton Senna, tricampeão mundial, vítima de um acidente fatal durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994, na Curva Tamburello.

"Temos observado enormes melhoras. Depois do Senna, não tivemos mais acidentes fatais na Fórmula 1. São 17 anos sem mortes. Correr é uma atividade perigosa, mas podemos melhorar essa situação com as atitudes que estamos tomando", encerrou o presidente da FIA.