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De acordo com porta-voz do evento, a maioria da população é a favor da corrida

Cancelado por falta de segurança no ano passado, o Grande Prêmio do Bahrein está de volta ao calendário da Fórmula 1 . Nesta segunda-feira (9), a organização da corrida rebateu a campanha idealizada por grupos de direitos humanos para que as equipes boicotem o evento, previsto para o dia 22 de abril.

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"No ano passado, o rei do Bahrein encomendou um relatório independente sobre supostos abusos de direitos humanos", afirmou um porta-voz da organização. "O relatório evidenciou violações e fez recomendações gerais e específicas. O governo tem pleno conhecimento do relatório e está agindo de forma rápida e convincente em relação às recomendações", completou.

Alguns grupos de direitos humanos divulgaram a intenção de promover um boicote ao GP do Bahrein durante o último final de semana. Para as entidades, através da disputa da prova o governo local quer passar uma falsa impressão de tranquilidade à opinião pública internacional.

"Nós faremos uma campanha para pilotos e equipes boicotarem a corrida. O governo quer que a Fórmula 1 diga ao mundo que tudo está de volta ao normal. Se a F1 vier, vai ajudar o governo a dizer isso. Nós gostaríamos que eles não participassem", afirmou o vice-presidente do Centro do Bahrein por Direitos Humanos, Nabeel Rajab.

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De acordo com os organizadores, no entanto, a maioria da população é a favor da Fórmula 1. "O GP é parte fundamental da economia local. É apoiado pela grande maioria das pessoas de todos os setores da sociedade do Bahrein e representa um símbolo de unidade nacional. Trabalharemos de forma incansável para que a prova seja um sucesso", disse a organização.

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