Tamanho do texto

Prova em Spa marcou estreia de Schumacher e contou com três brasileiros nas primeiras posições. Veja no especial de 20 anos do tri

No próximo domingo (28) acontecerá o Grande Prêmio da Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps , 12ª etapa da temporada 2011 da Fórmula 1. No mesmo palco, há 20 anos, aconteceu a estreia do maior vencedor da categoria, Michael Schumacher .

Siga o iG Automobilismo no Twitter

Contudo, foi a estrela de Ayrton Senna que brilhou naquele 25 de agosto. O então bicampeão vencia sua sexta prova no Mundial e, por conta do abandono de Nigel Mansell, dava um importante passo para o último título brasileiro na maior categoria do automobilismo.

Dando continuidade ao especial de 20 anos do tricampeonato de Senna, o iG conta como foi a 11ª prova do calendário da F1 em 1991 – relembre também os GPs de Austrália , Espanha , Mônaco , Canadá , Inglaterra , Alemanha e Hungria .

Em consequência de seu triunfo na etapa anterior, em Hungaroring, que quebrou uma sequência de três vitórias consecutivas de Mansell, Senna vinha menos pressionado para a corrida belga. Sua vantagem para o britânico da Williams – maior rival da temporada –, que chegara a ser de oito pontos, passou a 12 depois da prova húngara, com seis etapas para serem disputadas.

Com os 10 pontos da vitória de Senna e o abandono de Mansell em Spa-Francorchamps, o brasileiro ampliou essa diferença para 22 pontos e deu um passo importante rumo ao seu terceiro título. Além de Senna, outros dois brasileiros foram destaques na prova. Nelson Piquet , em terceiro, subiu ao pódio pela última vez na F1. Roberto Pupo Moreno, quarto colocado, teve a volta mais rápida da prova.

Conheça a história do GP da Bélgica de 1991

Ciente da importância que teria uma vitória para novamente disparar no campeonato, Senna se destacou no classificatório do sábado em Spa e garantiu sua sexta pole position na temporada. Na primeira fila, ao lado do brasileiro, ficou Alain Prost, um dos pilotos da apagada campanha da Ferrari naquele ano. O terceiro do grid era Mansell, que prometia impor dificuldade ao líder.

Na largada, a liderança do brasileiro não foi ameaçada. Ainda nas primeiras voltas, Prost teve problemas e abandonou a prova. Ruim para Senna, que viu a Williams de Mansell assumir a segunda colocação.

Aos poucos, o britânico começou a se aproximar do líder. Até que, no 15º giro, quando Mansell estava muito perto de ultrapassar Senna, a McLaren chamou o brasileiro para o pit stop e o vice-líder da temporada assumiu a ponta da corrida.

O britânico só foi perder a primeira colocação quando entrou nos boxes. Porém, a Williams teve mais sucesso na parada e Mansell voltou à frente de Senna, mas atrás de Gerhard Berger, que ainda não havia feito seu pit stop. Com ritmo acelerado, o britânico logo colou na traseira do austríaco e retomou a ponta após sua parada.

Foi só na metade da prova que Senna conseguiu respirar aliviado e ver sua situação no Mundial de Pilotos melhorar. Isso porque, com problemas elétricos no carro, Mansell abandonou o GP. Dessa maneira, Jean Alesi assumiu a ponta da prova, com Senna em segundo.

Mas a liderança durou pouco. Na 30ª volta, Alesi teve de abandonar a corrida por problemas mecânicos e frustrou as chances da Ferrari de quebrar um jejum sem vitórias que já durava desde setembro do ano anterior.

Com isso, a vitória caiu no colo de Senna, que comemorou ainda mais pela falta de pontos de Mansell. O resultado fez com que o brasileiro chegasse a 71 pontos na classificação, enquanto o britânico estacionou nos 49. O segundo colocado da prova foi Berger, marcando a dobradinha da McLaren. Piquet, que largou em sexto, completou o pódio. E Roberto Pupo Moreno ficou com a quarta colocação. Schumacher, que fazia sua estreia na F1, abandonou na primeira volta.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.