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De acordo com espanhol, problema se deve à ausência do difusor aquecido

Uma das grandes novidades no regulamento da Fórmula 1 em 2012 é a proibição do difusor aquecido . O mecanismo ajudava na aerodinâmica do carro em momentos sem aceleração, como em curvas. A ausência do sistema já foi sentida pelos pilotos logos nos treinos de pré-temporada, realizados na última semana.

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“A falta de aerodinâmica não se sente só em uma parte da curva, se sente em todo o trajeto. A tração é um pouco pior, a freada também, porque se bloqueia a parte posterior com mais facilidade. Inclusive, nas curvas rápidas, tem de desacelerar em zonas em que ano passado ia com o pé no acelerador”, disse Fernando Alonso ao jornal espanhol Marca .

O espanhol também descreveu outras características do novo carro da Ferrari, o F2012 , e afirmou que nada mudou com relação à nova suspensão. “A suspensão dianteira na hora de guiar não mudou absolutamente nada e está se comportando muito bem com todas as modificações que fizemos esses dias”, disse.

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Essa é uma boa notícia, já que a Ferrari decidiu fazer as mudanças por motivos aerodinâmicos, para ganhar espaço, e para baixar o centro de gravidade da frente do carro.

De acordo com Alonso, a posição para condução no cockpit também não foi modificada. “Não mudou nada na posição de condução. Ficamos exatamente no mesmo lugar. Felipe e eu somos pequenos e temos os pedais muito próximos a nos, por isso a nova suspensão não atrapalhou em nada neste sentido”.

Alonso guia novo carro da Ferrari em Jerez de la Frontera
Getty Images
Alonso guia novo carro da Ferrari em Jerez de la Frontera


Se a suspensão não foi problema, a nova direção assistida causou algumas complicações para o piloto. “Foi o que levou mais tempo para adaptação. É um novo sistema e não estávamos encontrando o ponto exato. Primeiro, o volante era um pouco mais leve, depois ficou mais pesado. Trabalhamos muito e na quinta e na sexta-feira já estava muito melhor”.

Alonso terminou o último dia de testes em Jerez de La Frontera com o melhor tempo , mas afirmou que isso tem pouca importância neste momento. Para o espanhol, o importante é que o carro mostrou potencial de evolução. “A confiabilidade ainda não está 100%, mas isto é bom, porque foi apenas o primeiro teste. Ano passado demos 136 voltas no primeiro dia de treinos, este ano demos menos e isso mostra que o novo carro tem uma margem muito maior para melhorias”, completou.

Os pilotos voltam para a pista a partir do dia 21 de fevereiro, para os testes em Barcelona.

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