Completando 41 anos nesta quarta-feira (07), Lewis Hamilton
se prepara para disputar sua 18ª temporada na Fórmula 1.
Após viver um verdadeiro pesadelo com a Ferrari
em 2025, o principal questionamento é se o britânico ainda pode sonhar com o octacampeonato da categoria.
Desde a última conquista, em 2020, o britânico brigou de fato pelo título da F1 apenas em 2021, quando o Mundial de Pilotos acabou decidido na última corrida do ano e a taça ficou com Max Verstappen. A partir deste momento, foram altos e baixos, mas sem chances reais de título.
Após passar em branco, sem pódios, num conturbado ano de estreia na Ferrari, Hamilton precisará contornar a pressão e as incertezas para voltar a vencer. O peso por uma conquista com a equipe fica ainda maior, já que a scuderia italiana não comemora um título mundial de pilotos desde Kimi Räikkönen, em 2007.
Termômetro
Os resultados abaixo do esperado em 2025 levaram Hamilton a entrar em rota de colisão com o presidente da Ferrari, John Elkann, que chegou a alfinetar os pilotos da equipe depois do duplo abandono no GP de São Paulo. Na ocasião, o britânico se pronunciou por meio do X, antigo Twitter, afirmando que não iria desistir pela má fase.
Após o GP de Las Vegas, Hamilton chegou a dizer que estava ansioso para que a temporada acabasse, e que não estava ansioso pelo próximo ano.
Pouco antes do início das atividades do GP do Catar, no fim de semana seguinte ao de Las Vegas, o heptacampeão explicou melhor suas falas e disse que estava cansado de um ano desgastante e que estava animado para descobrir as novidades da Ferrari para 2026.
"Eu ficaria surpreso se os outros pilotos estivessem animados com o próximo ano no final da temporada, porque normalmente não se tem muita energia no final da temporada, ansiando por passar tempo com a família e outras coisas. Mas isso foi só no calor da frustração. Muitas vezes há muita emoção no final das corridas, especialmente quando elas não são boas. Então, estou animado para ver o que a equipe vai construir no próximo ano e continuar a trabalhar com eles", explicou o piloto.
Mesmo enfrentando dificuldades, o britânico garantiu que não se arrependeu de ter se juntado à Ferrari.
"Não me arrependo da decisão que tomei de entrar para a equipe. Sei que leva tempo para construir e crescer dentro de uma organização, e eu esperava isso. Eu me integrei à equipe, há uma paixão incrível dentro da equipe e há um bom foco para o próximo ano", afirmou.
Desafios da nova temporada
A Ferrari sofreu em 2025, não venceu nenhuma corrida na temporada e ainda terminou o Mundial de Construtores na 4ª colocação. Porém, as fichas da scuderia italiana foram apostadas em 2026 há meses.
Parando o desenvolvimento do carro de 2025 ainda no mês de abril, a equipe focou completamente no modelo de 2026, que trás grandes novidades à F1 como o fim do efeito solo e novas regras.
Chefe da equipe, Vasseur
já apontou para um cenário desafiador para a Ferrari nesta temporada, mesmo com as mudanças. Ele acredita que as inovações não eliminarão obstáculos, apenas trará dificuldades diferentes das enfrentadas recentemente pelos pilotos.
"Acho que a filosofia do carro [em 2026] será completamente diferente. Principalmente porque metade do carro não será a mesma. E o problema que tivemos durante toda a temporada passada não estará lá, mas teremos outros problemas, com certeza", disse à imprensa.
Concorrentes
Por mais que tenha a pesada credencial de heptacampeão, tudo indica que Lewis Hamilton terá duros oponentes pela frente nos próximos anos.
Para além do atual campeão Lando Norris e o tetracampeão Max Verstappen, que quase protagonizou uma virada histórica em 2025, nomes como Oscar Piastri, George Russell e Charles Leclerc são alguns dos candidatos à briga.