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Gary Hartstein afirma que neurocirurgião que cuida do ex-piloto acabou pintando um quadro 'bastante catastrófico'

Ex-delegado médico da Fórmula 1, Gary Hartstein publicou um texto no seu blog no qual procura analisar o estado de saúde de Michael Schumacher. Segundo ele, a avaliação é toda baseada nos boletins médicos divulgados pela equipe que tem cuidado do ex-piloto e na própria experiência. A partir disso, ele afirma considerar muito difícil que Schumacher se recupere totalmente.

"É extremamente improvável, e eu diria até virtualmente impossível, que o Michael que a gente conhecia antes volte a aparecer", disse Hartstein. "Acho que poderia ser considerado um triunfo da resistência física humana, e também do tratamento intensivo neurológico, se ele conseguir voltar a andar, se alimentar sozinho, se vestir e manter elementos significantes da sua personalidade. Se a recuperação chegar a esse ponto, algo que considero totalmente possível, mas talvez improvável, vira uma incógnita saber como ficarão as 'funções maiores', como a memória, a concentração e as capacidades de ler e de planejar. Por favor, entendam que adoraria estar errado com relação a isso."

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O raciocínio de Hartstein tem como base o discurso de um dos médicos que tem cuidado de Schumacher no hospital de Grenoble, no sul da França. O que chamou a atenção foi a afirmação de que ainda existem muitos hematomas no cérebro do ex-piloto, na parte esquerda, central e direita.

"Droga. O 'meio' é onde todas as coisas importantes acontecem – consciência, excitação, controle da pressão arterial, respiração, deglutição, etc. E na esquerda, é basicamente a linguagem. O neurocirurgião, intencionalmente ou não, pintou um quadro neurológico bastante catastrófico", avaliou o ex-delegado médico da Fórmula 1.

Hartstein encerra seu texto reconhecendo que há muitos motivos de preocupação com relação à recuperação do maior campeão da história da Fórmula 1, mas que não se deve perder as esperanças. "Todo mundo que trabalha com pacientes machucados na cabeça viu alguns deles que estavam severamente lesionados, e que pareciam que não ficariam bem, se recuperaram de forma aceitável. Tudo o que podemos fazer é esperar, rezar e dar apoio a Michael e a quem ele ama", disse.