Tamanho do texto

Em sua primeira aposentadoria, alemão disputava o título pela Ferrari e deu show em Interlagos. Agora, terminar entre os 10 primeiros já seria um grande resultado

O Grande Prêmio do Brasil deste ano marca o fim da carreira do piloto mais vitorioso da história da Fórmula 1. O heptacampeão Michael Schumacher chega a Interlagos para sua segunda aposentadoria – a primeira aconteceu em 2006, antes de o piloto voltar para a categoria em 2010, pela Mercedes.

Leia também: Vettel e Alonso disputam o título da F1: Quem merece vencer?

Os cenários das duas despedidas, no entanto, são completamente distintos. Em 2006, o alemão chegou à prova final da temporada, no Brasil, com chances de ser campeão. Para isso, precisava vencer e torcer para Fernando Alonso não pontuar.

Ele não conseguiu seu oitavo título, mas fez bonito: largou em décimo, ganhou posições, teve um pneu estourado, caiu para último e, após corrida de recuperação, ficou na quarta colocação. Uma atuação de gala, digna do único heptacampeão da F1.

Agora, em 2012, é difícil imaginar algo parecido para sua despedida. Sem completar oito de 19 provas na temporada, nem o próprio alemão acredita em uma aposentadoria à altura de sua carreira.

“Seria bom terminar em alta, claro, mas eu não estou esperando por isso e nem sou muito sentimental quanto a esta questão”, disse em um discurso totalmente diferente de quando anunciou sua retirada em abril, quando afirmou que ainda poderia brigar com os grandes da Fórmula 1.

Deixe seu recado e comente esta notícia com outros leitores 

Nem o carro mediano de Mercedes serviu de desculpa para Schumacher. “Como pilotos, nós somos independentes do carro. Se as coisas não ocorreram tão bem como planejado, a culpa é minha, não da equipe”, afirmou em outubro, ao jornal alemão Die Welt .

Chegando ao final da temporada, Schumacher é apenas o 15º na classificação geral com 43 pontos, menos da metade do conquistado por seu companheiro de equipe, o também alemão Nico Rosberg. Seu melhor resultado foi o terceiro lugar no GP da Europa. Fora isso, só conseguiu mais uma sexta, três sétimas e duas décimas posições dentro da zona de pontuação.

Siga o iG Automobilismo no Twitter 

Independentemente disso, o fato é que neste domingo (25), quando o GP do Brasil terminar, além de conhecer o tricampeão mais jovem da F1, os fãs da categoria também estarão vendo o fim da carreira do piloto com mais vitórias, poles e títulos. Uma lenda. A prova começa às 14h. 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.