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Contratado por Ron Dennis quando ainda era adolescente, britânico foi campeão mundial pelo time, mas não deixou de criticar publicamente a escuderia

Nesta sexta-feira (28), após muita especulação, foi confirmada a contratação de Lewis Hamilton pela equipe Mercedes . O britânico ocupará o lugar que hoje é do heptacampeão Michael Schumacher. Na McLaren desde 2007, o piloto deixa a equipe após 20 vitórias, 24 poles, um título mundial e muitos altos e baixos.

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Contratado por Ron Dennis quando tinha apenas 13 anos, Hamilton estreou na Fórmula 1 um ano depois de ser campeão da GP2, em 2006. Já em sua primeira temporada, o jovem piloto mostrou seu talento, disputando o título com pilotos mais experientes, mas acabou sendo superado pelo finlandês Kimi Raikkonen, à época na Ferrari, por apenas um ponto.

Atritos com a McLaren começaram a acontecer já em 2007. No GP de Mônaco daquele ano, o piloto sugeriu para a imprensa que teria deixado seu companheiro de equipe e primeiro grande rival, Fernando Alonso, passar por uma ordem de equipe. A McLaren, porém, negou qualquer influência no resultado. Pouco depois, no GP da Hungria, Hamilton voltou a bater de frente com a equipe de Ron Dennis, dessa vez devido a uma manobra do espanhol. Durante o classificatório para a corrida, Hamilton ficou preso atrás da McLaren de Alonso, que estava parada nos boxes. Com isso, perdeu tempo importante e não conseguiu fazer sua última volta na sessão, ficando com o segundo lugar. O britânico teria tido uma forte discussão com Ron Dennis após o problema em Hungaroring. Depois do incidente na Hungria, o relacionamento dos dois pilotos do time se deteriorou rapidamente. Ao fim da temporada, Alonso retornou para a Renault, equipe com a qual havia vencido os títulos de 2005 e 2006.

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Apesar da derrota em 2007, Hamilton começou 2008 fortalecido. Além de derrotar Alonso em uma batalha interna, o inglês assinou um contrato milionário com a McLaren de cinco anos, que termina ao fim deste ano. Sem a ameaça do espanhol ao lado, Hamilton recebeu atenção total do time e disputou o título contra Felipe Massa até o último GP, no Brasil. Pelo segundo ano consecutivo, o título foi decidido por apenas um ponto. Dessa vez, Hamilton foi o campeão.

Depois de dois anos espetaculares, nos quais brigou pelo título, Hamilton amargou três temporadas sem tanto brilho. Em 2009, foi 5º colocado. Em 2010, não passou da 4ª posição ao fim do ano e em 2011 foi novamente quinto, sendo superado por um companheiro de equipe pela primeira vez na carreira. Nesse período, a relação do piloto e da equipe piorou. Apesar de vencer ocasionalmente, Hamilton se viu distante da disputa por títulos.

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Os problemas entre as duas partes, entretanto, aumentaram ainda mais durante a atual temporada. Em maio deste ano, Hamilton reclamou publicamente do time e pediu uma melhoria imediata. Entretanto, o baixo desempenho da McLaren durante o meio da temporada voltou a decepcionar  o piloto.

Os constantes erros e falhas do time inglês, os quais praticamente tiraram as chances do piloto alcançar seu segundo título mundial, colaboraram para a saída. A gota d'água aconteceu no GP de Cingapura, prova que o britânico liderava com tranquilidade até ter um problema no câmbio, que o fez abandonar . Outro problema entre as partes era o valor anual do salário do piloto. Para renovar com Hamilton, a McLaren propôs uma redução salarial, fato que o desagradou e fez com que procurasse um novo time. Para o lugar do britânico, a McLaren assinou com o mexicano Sergio Pérez.

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