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Recorde de cinco equipes vencedoras nos cinco primeiros GPs e maior média de ultrapassagens por prova evidenciam equilíbrio

Cinco provas com cinco equipes diferentes no topo. Nove pilotos de sete escuderias no pódio até agora. Uma diferença de apenas 20 pontos entre o líder e o sétimo colocado do Mundial . E uma média recorde de 62 ultrapassagens por prova. Essa é a temporada 2012 da Fórmula 1, a mais disputada e emocionante da história da categoria.

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Com seis campeões mundiais no grid pela primeira vez em todos os tempos, o ano prometia equilíbrio logo de cara. As mudanças nas regras também apontavam essa tendência: a proibição do difusor aquecido e o desgaste cada vez maior dos pneus conseguiram acertar em cheio o objetivo que tinham e deixaram a temporada completamente aberta.

O ano começou com a McLaren de Jenson Button na frente , o que sugeria um possível favoritismo do time de Woking. Na segunda prova, porém, Fernando Alonso , na chuva, surpreendeu e venceu mesmo com uma Ferrari tida por muitos como a mais fraca dos últimos anos. Na terceira etapa, Nico Rosberg chegou à sua primeira vitória na F1 , com a Mercedes. Apenas na quarta prova, a Red Bull conseguiu colocar o bicampeão Sebastian Vettel no lugar mais alto do pódio . E, no último domingo, na Espanha, a F1 viu mais um vencedor inédito: Pastor Maldonado, da Williams.

Com a vitória do venezuelano e da Williams, igualou-se o recorde de 1983 de cinco equipes diferentes com vitórias nas cinco primeiras etapas do campeonato. A diferença é que, naquele ano, depois do início equilibrado, a disputa ficou concentrada entre Nelson Piquet e Alain Prost, e apenas Ferrari, Brabham e Renault conseguiram manter o bom ritmo.

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Em 2012, o panorama deve ser outro. A começar pela Lotus, que ainda não venceu na temporada, mas ocupa a terceira colocação no Mundial de Construtores e nas duas últimas provas colocou pilotos no pódio – se vencer em Mônaco, no dia 27 de maio, a equipe de Kimi Raikkonen e Romain Grosjean coloca definitivamente o ano de 2012 na história da F1.

Em sua sétima temporada na F1, Nico Rosberg chegou à sua primeira vitória na categoria em 2012
Getty Images
Em sua sétima temporada na F1, Nico Rosberg chegou à sua primeira vitória na categoria em 2012

Não se pode esquecer também da Sauber. Com um carro bem feito em 2012, Sergio Pérez e Kamui Kobayashi já mostraram na pista que a briga com as equipes grandes não tem sido tão desigual. O mexicano foi segundo colocado na Malásia , deixando a vitória escapar para Alonso no fim. O japonês, por sua vez, fez uma ótima prova na Espanha, chegando na quinta posição. O carro já mostrou ter velocidade, e os dois podem voltar a surpreender no ano.

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Com isso, são sete equipes que já chegaram e que têm possibilidades de voltar ao pódio em 2012. Em tese, são 14 pilotos com condições de brigar no topo. Até por todos esses candidatos reais, a temporada já teve Vettel, atual bicampeão, largando fora dos dez primeiros colocados na China, o heptacampeão Michael Schumacher sofrendo para pontuar, e Lewis Hamilton, terceiro colocado do campeonato, sem vitórias com o bom carro da McLaren.

" É a melhor Fórmula 1 que já vi . As corridas não são decididas até a bandeira quadriculada, e não há nenhum time muito à frente. Todas as pessoas que converso me dizem que a categoria está mais interessante do que nunca", disse Franz Tost, chefe da Toro Rosso. Dietrich Mateschitz, dono da Red Bull, concorda. “A F1 está mais empolgante e imprevisível do que nunca”.

Até o “Homem de Gelo”, o finlandês Kimi Raikkonen, se rendeu à emoção da temporada. “Em uma corrida, a equipe está na frente e, de repente, você está em décimo na próxima prova, então é uma situação diferente”.

Mais ultrapassagens

Outro fator de análise da emoção dentro das pistas, o número de ultrapassagens também conta a favor da temporada atual. A média de 2012 é a maior dos últimos 30 anos, com aproximadamente 62 por corrida. Em 2011, o número havia sido de 59. Na década de 80, ultrapassava-se de 20 a 40 vezes por prova, aproximadamente. O início dos anos 2000 teve o menor número. Em 2005, por exemplo, foram menos de dez ultrapassagens por corrida. Os números mostram que a FIA, depois de tanto tempo, finalmente conseguiu deixar a disputa acirrada.

Após cinco primeiras provas da Fórmula 1 em 2012, campeonato segue sem favoritos
Getty Images
Após cinco primeiras provas da Fórmula 1 em 2012, campeonato segue sem favoritos

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