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Piloto da Nascar diz que "bagunça" da entidade é uma das causas da falta de novos talentos do País no automobilismo; Massa pode ficar sem vaga em 2014

Nelsinho Piquet criticou a atuação da CBA
Divulgação
Nelsinho Piquet criticou a atuação da CBA

A possibilidade de o Brasil não ter um representante na Fórmula 1 na próxima temporada é real. E boa parcela de culpa nisso vem da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo). É o que pensa Nelsinho Piquet, que já disputou a categoria e hoje compete na Nascar, nos Estados Unidos.

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“A gente sabe que a Confederação é um pouco corrupta, bagunçada. Odeio falar mal, mas infelizmente é a verdade. Os piloto daqui nem podem falar mal porque correm pela CBA, mas ela poderia ajudar muito mais”, afirmou Piquet.

“Não estou aqui vendo o dia a dia, mas meus amigos que correm aqui só reclamam. Não só que não ajudam, mas que é bagunçado”, explicou o piloto, que competiu na F1 pela Renaut em 2008 e 2009 antes de ir para a Nascar.

Veja fotos da carreira de Nelsinho Piquet:

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Felipe Massa, atualmente na Ferrari, não terá seu contrato renovado pela escuderia italiana. Buscando vaga em uma equipe competitiva, o piloto deverá perder a concorrência com o alemão Nico Hulkenberg pelo lugar vago na Lotus – de onde Kimi Raikkonen sairá para substitui-lo na Ferrari.

Das críticas à “bagunçada” CBA, Nelsinho acusa a falta de investimento na formação de novos pilotos. Mas, para o filho do tricampeão mundial Nelson Piquet, isso foi algo que a entidade nunca fez.

“Não é que a CBA fazia um belo trabalho há 20 anos e levou o Ayrton Senna, meu pai e o Emerson Fittipaldi para a F1. Eles foram por conta própria. Então é um pouco de coincidência ter esse buraco”, disse o piloto.

Outra crítica feita pelo brasileiro é a desorganização da CBA, que também prejudicaria o crescimento do automobilismo brasileiro, fazendo com que pilotos busquem já iniciar suas carreiras fora do País.

“Os pilotos e preparadores de equipe daqui parece que se acostumaram com esse jeito sempre bagunçado. Quando vão para fora, não acreditam na organização que é, no jeito que as coisas acontecem. Por isso que hoje os pilotos vão correr de kart nos Estados Unidos, porque é um exemplo de organização”, afirmou Piquet.

O Brasil não fica sem pilotos na F1 desde 1970.

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