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Precisando vencer e ver Alonso chegar em nono no Japão, alemão garantiria título com triunfo sem depender de rival em quase todos os modelos adotados pela F1 nos últimos 30 anos

Sebastian Vettel está a um passo de se tornar tetracampeão mundial de Fórmula 1. Basta vencer o Grande Prêmio do Japão neste final de semana e torcer para que Fernando Alonso não termine acima do nono lugar. Situação confortável, mas que seria ainda mais se os sistemas de pontuação utilizados pela categoria nos últimos 30 anos valessem nos dias de hoje.

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No atual formato da F1, a vitória vale 25 pontos. O segundo colocado recebe 18 e, da terceira à décima posições os pilotos ganham 15, 12, dez, oito, seis, quatro, dois e um ponto, respectivamente.

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No início da década de 1980, porém, a coisa era diferente. O ganhador ficava com nove pontos, enquanto, do segundo ao sexto lugares, eram distribuídos respectivamente seis, quatro, três, dois e um ponto. Neste cenário, bastaria um triunfo simples para Vettel sair do Japão como tetra, independentemente da posição que Alonso terminasse.

Entre 1985 e 1990, anos marcados pela rivalidade entre Ayrton Senna e Alain Prost, o sistema era parecido. A única diferença é que somente os 11 melhores resultados de cada piloto contavam para a tabela final – isso explica por que o brasileiro foi campeão em 1988 mesmo tendo somado menos pontos que seu arquirrival.

Como estaria a pontuação do Mundial 2013 de F1 nos sistemas usados nos últimos 30 anos
iG São Paulo
Como estaria a pontuação do Mundial 2013 de F1 nos sistemas usados nos últimos 30 anos



Se esta fórmula fosse implantada em 2013, Vettel teria vida ainda mais fácil. O alemão fecharia o campeonato se terminasse o GP do Japão na segunda colocação. Nem eventuais cinco vitórias de Alonso nas últimas provas mudariam o destino por causa da regra do descarte dos piores resultados. Mas é bom considerar que naquela época eram disputadas 16 corridas por temporada. Atualmente são 19.

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Fernando Alonso e Sebastian Vettel disputam título da F1 em 2013, com ampla vantagem para o alemão
Getty Images
Fernando Alonso e Sebastian Vettel disputam título da F1 em 2013, com ampla vantagem para o alemão

O formato voltou a mudar entre 1991 e 2002. O descarte de corridas foi abandonado e o primeiro lugar passou a valer dez pontos. Este período foi marcado pelo domínio de Michael Schumacher. Ainda assim, Vettel e sua Red Bull levantariam o troféu de forma antecipada com uma vitória em Suzuka.

O único cenário em que isso não ocorreria seria justamente no último modelo adotado antes do atual. Vista como “anti-Schumacher”, a regra que esteve em vigor de 2003 a 2010 valorizou mais os pontos dados ao segundo colocado: o primeiro continuou ganhando dez e o vice subiu para oito pontos. Do terceiro ao oitavo lugares passaram a ser distribuídos seis, quatro, três, dois e um ponto, respectivamente.

Neste modelo, Vettel não teria como ser campeão neste final de semana. Mesmo que vencesse e Alonso não pontuasse, o alemão ficaria precisando de um ponto para fechar matematicamente o Mundial.

Se ninguém duvida da vitória do piloto da Red Bull no Japão, o término do campeonato já neste domingo é improvável por causa do desempenho do espanhol nesta temporada. De 14 provas disputadas, somente em uma o ferrarista não terminou em uma das posições que adiam o fim para a Índia. Foi no GP da Malásia, quando abandonou com um problema na asa dianteira. Em todas as outras, foi no mínimo oitavo.

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