
O diretor de futebol do Santos, Alexandre Mattos, pediu punição ao árbitro João Vitor Gobi após a derrota por 2 a 0 para o São Paulo, no clássico disputado no Morumbis, na noite deste domingo (31). O dirigente criticou duramente a postura do juiz, acusado de xingamentos ao lateral Vini Lira, de 18 anos, e afirmou que o clube entrará com representação oficial.
Apesar da revolta, Mattos reconheceu que o rival foi superior enquanto a partida esteve 11 contra 11.“Se me permite, só para falar de uma situação desconfortável que aconteceu ali. Vamos pontuar: 11 contra 11, o São Paulo estava melhor e já merecia estar na frente do jogo. Ponto”, afirmou o dirigente em conversa com a imprensa na zona mista, logo após a partida.Alexandre Mattos também questionou o critério adotado pela arbitragem em lances de empurra-empurra ao longo da partida.
“Diversas vezes teve um grupinho de jogadores se empurrando, trocando tapas. Só no primeiro tempo eu contei três vezes. E ele escolheu quando dava cartão amarelo. Quando escolhe, não tem critério. Por que deu de um lado e não deu do outro?”, questionou .
O dirigente subiu o tom ao falar diretamente sobre o xingamento ao jovem lateral santista.
“Não vou nem usar a palavra lamentável. É falta de educação. Ele xingou um menino de 18 anos. Para mim, foi até covarde. Queria ver ele falar isso com um jogador mais experiente. Ele não teve respeito, e esse não é o papel do árbitro”, disparou .
Mattos confirmou que o Santos irá formalizar uma representação contra João Vitor Gobi e pedirá punição.
“Amanhã vamos entrar com a representação. Ele tem que ser punido e aprender a ter educação. Não vou discutir a parte técnica. Estou discutindo a maneira como ele está conduzindo o jogo e enervando todo mundo ao falar palavrão. Isso não é papel dele”, concluiu.
Revolta "uniu" jogadores de Santos e São Paulo
O episódio envolvendo a arbitragem gerou indignação generalizada dentro de campo. Jogadores do Santos protestaram contra João Vitor Gobi, mas atletas do próprio São Paulo também se revoltaram com a atitude do árbitro, mesmo sendo rivais naquele momento.
No intervalo, Sabino, do São Paulo, e Zé Rafael, do Palmeiras, condenaram a conduta do juiz e relataram que não seria a primeira vez que situações semelhantes aconteceram.