ANÁLISE: Sem esboçar reação, Corinthians foi engolido pelo Flamengo e poderia ter sido goleado
Rafael Marson
ANÁLISE: Sem esboçar reação, Corinthians foi engolido pelo Flamengo e poderia ter sido goleado


Futebol é detalhe, e os pormenores na Neo Química Arena mudaram o rumo de uma partida que começou equilibrada, mas terminou com um claro e incontestável vencedor. Ao ser derrotado por 2 a 0 para o Flamengo , o Corinthians se complicou na Libertadores .

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A história do jogo começou antes da bola rolar, com a decisão da diretoria alvinegra em aumentar o espaço para os flamenguistas em troca da mesma proporção de ingressos aos corintianos no Maracanã. Ao fazer isso, o clube desprezou o ‘fator casa’ e deixou a torcida adversária em sintonia com o time.

Mesmo assim, a Fiel deu um bonito show em Itaquera, cantando do começo ao fim e abafando a presença dos rubro-negros no estádio. No entanto, o time alvinegro não conseguiu seguir o ritmo das arquibancadas.

Apesar da derrota, o Timão começou a partida adiantando suas linhas de marcação e pressionando no campo de ataque. O Flamengo, que errava muitos passes, quase tomou o primeiro gol após boa recuperação de Maycon, que tocou para Yuri Alberto. O camisa 7 achou Mosquito na esquerda, que parou em defesa de Santos.

O camisa 5 corintiano, que fazia uma partida promissora, teve que sair aos 19 minutos após uma pancada no tornozelo com Thiago Maia. Vítor Pereira optou pela entrada de Fausto Vera.

Com o passar do tempo, o Corinthians deu campo para o adversário, mas a equipe da casa estava bem postada na defesa, e o time de Dorival Jr não conseguia furar o bloqueio. Porém, a estratégia de Vítor Pereira caiu por terra quando a defesa corintiana se preocupou mais em reclamar com o árbitro do que marcar Arrascaeta, que acertou belo chute e marcou um lindo gol.

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Após o intervalo, o treinador corintiano fez as leituras certas e colocou Róger Guedes e Giuliano em campo. O camisa 9 foi um dos melhores da equipe no jogo, enquanto o meia mais uma vez deixou a desejar na criação.

Contudo, outro problema se criou com as mudanças no segundo tempo. Yuri Alberto, que participava bem da partida saindo da área e ajudando nas tabelas, foi deslocado para o lado esquerdo, e acabou sumindo do jogo.

Sem conseguir incomodar o Flamengo, a equipe carioca não precisou colocar o pé no acelerador para ampliar a vantagem. Rodinei fez boa jogada pela direita, contou com o escorregão de Balbuena, e Gabigol mandou no cantinho de Cássio.

O gol do artilheiro flamenguista caiu como ducha de água fria para o Corinthians, que precisava escalar um Everest para se recolocar na partida.

Se em um lado entraram Vidal e Cebolinha, Vítor Pereira se viu obrigado a colocar Giovane e Roni, únicas opções viáveis no banco de reservas para os respectivos setores.

O treinador e o time sentiram as ausências de Renato Augusto e Willian, jogadores tecnicamente diferenciados, capazes de mudar a partida em uma jogada ou toque na bola. Mesmo com um elenco estrelado, faltou ao Time do Povo alguém que colocasse a bola debaixo do braço e tirasse um gol da cartola, como Arrascaeta fez no primeiro tempo.

Aproveitando o momento de impotência do Timão, o Flamengo foi para cima, e só não conseguiu uma goleada em Itaquera porque Cássio foi Gigante e impediu dois gols flamenguistas.

Novamente, a equipe de Vítor Pereira não teve repertório ofensivo para competir com um time do mesmo calibre. O Corinthians vai para o Maracanã fragilizado e desacreditado, mas o prejuízo poderia ser maior, e o clube precisará do 'jogo perfeito' para sair classificado.

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