Do quase empréstimo ao protagonismo: a volta por cima de André no Fluminense
Luiza Sá
Do quase empréstimo ao protagonismo: a volta por cima de André no Fluminense


Não é comum que volantes ganhem tanto destaque nas equipes. Mesmo que sejam falados, normalmente atacantes, meias e goleiros aparecem com mais pompa. No caso de André, cria da base do Fluminense , a qualidade demonstrada ao longo das últimas duas temporadas é tanta que é inegável que ele seja um dos nomes principais do Tricolor. Diante do Atlético-MG , se impôs contra um dos rivais mais fortes que já encontrou e colocou Hulk "no bolso", como a torcida gosta de brincar.

Natural de Algodão, na Bahia, o volante chegou ainda aos 12 anos em Xerém, em 2013. Destaque, foi capitão na base, subiu para o profissional em 2020 e a partir daí viveu altos e baixos. Sem espaço até mesmo entre os relacionados, ficou bem próximo de deixar o Fluminense, inclusive para o rival Botafogo ou até para o CRB.

No início de maio, uma grave lesão de Hudson no joelho direito mudou o cenário e o Tricolor desistiu de negociar o jogador . Mesmo assim, ele só foi jogar novamente em 20 de junho, contra o Fortaleza, mas conquistou a posição como reserva imediato de Yago Felipe e Martinelli na época. Hoje, é titular absoluto. São 76 partidas na equipe principal, dois gols marcados e três assistências.

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​O contrato do jogador com o Flu é válido até 31 de dezembro de 2024. Ele é visto hoje como um dos maiores ativos do clube, mesmo atuando pelo meio-campo. Destaque na posição pela segunda temporada consecutiva, o jovem de 20 anos vem sendo observado por clubes de fora do Brasil e pode ser um dos protagonistas da janela de transferências que reabre em 18 de julho.

POSICIONAMENTOS E DESTAQUE

Mas nem só de pontos altos viveu André depois da consolidação no time profissional. Na reta final da passagem de Abel Braga o jogador teve uma queda no rendimento, assim como todo time, que culminou até na expulsão decisiva na derrota para o Coritiba . A chegada de Fernando Diniz mudou o panorama. Com a confiança retomada, o nível das atuações segue alto e constante.

Mas 2022 tem sido positivo no posicionamento do jogador. Com os três zagueiros de Abel, a função da saída de bola acabou ficando com Felipe Melo, o que obrigou o volante a se reposicionar. O início foi devagar, mas a adaptação aconteceu. Agora com Diniz, André passou a atuar mais avançado para Wellington ser o volante mais combativo. Com liberdade para avançar, o jogador é fundamental na ideia de jogo do treinador para as saídas rápidas de jogo.

André e o Fluminense terão mais uma oportunidade de provar que o estilo de jogo está funcionando neste sábado. O Tricolor recebe o Atlético-GO às 19h, no Maracanã, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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