ANÁLISE: Palmeiras controla o Atlético-MG, joga bem, mas volta a pecar nas conclusões
Alexandre Guariglia
ANÁLISE: Palmeiras controla o Atlético-MG, joga bem, mas volta a pecar nas conclusões


O placar de 0 a 0 pode até chamar a atenção negativamente, mas Palmeiras e Atlético-MG fizeram um bom jogo no Allianz Parque , no último domingo, pela nona rodada do Brasileirão-2022 . O Verdão, tema de nossa análise, mostrou um repertório defensivo bastante imponente mesmo com desfalques pesados, mas voltou a pecar na conclusão das jogadas e desperdiçou uma rara chance de vitória.

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Para quem esperava um Alviverde acuado, com linhas muito baixas e atraindo o Galo, não viu isso na arena palmeirense. O time de Abel Ferreira tentou propor o jogo, evitando o chutão, mas sofreu bastante no primeiro tempo com a marcação alta do adversário, que por sua vez dava muitos espaço para trocar passes em sua defesa.

Embora tenha sido pressionado no campo defensivo e errado alguns passes, o Palmeiras não sofreu um "sufoco" do Atlético-MG, que teve suas melhores chances finalizadas para fora, sem dar trabalho a Marcelo Lomba. E isso se deve a um grande trabalho da defesa palmeirense, que estava esfacelada com os desfalques da Data Fifa: Weverton, Danilo e Gustavo Gómez não estiveram em campo.

Mas Abel contou com o retorno de Luan, depois de quase quatro meses, e ele fez um bom jogo, bastante seguro e sem comprometer. No entanto, quem brilhou mesmo foi Murilo, responsável por marcar e anular Hulk. O zagueiro, contratado no início deste ano, foi impecável e cumpriu seu papel. Da mesma forma, Piquerez ganhou todas de Ademir, e fez uma de suas melhores partidas pelo clube.

Isso sem falar em Marcos Rocha, que tem sido um dos pilares da equipe, com desempenhos irretocáveis, assim como foi no último domingo. Vale mencionar também o que fez Gabriel Menino, que tem ganhando novamente sequência com Abel e fez seu melhor jogo em muito tempo em uma posição que não é tanto a dele. Sem Danilo, o jovem volta a ter destaque e indica que a "recuperação" pode vir.

Mas o jogo não se ganha somente anulando o adversário. É preciso fazer gols e olha que o Palmeiras jogou e construiu para isso, o problema é que lá na frente a eficiência deixou a desejar, como tem deixado em vários jogos. O símbolo disso é o gol desperdiçado por Rafael Navarro, cara a cara com o Everson, ainda no primeiro tempo. Foi a melhor chance da partida, que acabou sendo chutada fora.

Como dito acima, esse equívoco é apenas um símbolo, mas não representa todo o problema. Outros jogadores tiveram chances e tomaram decisões erradas. Não somente nas finalizações, mas também no momento de dar um passe, distribuir o jogo. Scarpa, Dudu e Rony, por exemplo, também puderam marcar e erraram.

Nem é preciso dizer o quanto foi impecável o aspecto defensivo palmeirense, e o quanto isso representa o trabalho de Abel Ferreira e a aplicação de seus jogadores, que se desenvolvem cada vez mais em suas mãos. No entanto, nesse jogos complicados, resolvidos no detalhe, as chances precisam ser convertidas. Um cenário assim pode se repetir na Libertadores, e o mata-mata não costuma perdoar.

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