Palmeiras e Corinthians se encontram pela vigésima vez no futebol feminino
Julia Mazarin e Fábio Lázaro
Palmeiras e Corinthians se encontram pela vigésima vez no futebol feminino


Neste sábado (4), Palmeiras e Corinthians se enfrentam no Allianz Parque, às 14h, em duelo válido pela décima primeira rodada do Brasileirão Feminino . O clássico em questão marca o vigésimo encontro entre as equipes na história da modalidade.

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O primeiro Dérbi registrado no futebol feminino aconteceu em 13 de abril de 1997, pelo Paulistão, campeonato em que os times já se enfrentaram 11 vezes. Na oportunidade, o Timão venceu por 1 a 0 em casa.

Além do estadual, no qual o retrospecto conta com seis triunfos alvinegros, dois empates e três resultados positivos para as palmeirenses, as equipes já disputaram partidas pelo próprio Brasileirão, pelos Jogos Abertos do Interior e pela Supercopa do Brasil Feminina.

Palestrinas e Corintianas, inclusive, protagonizaram a última decisão do campeonato nacional que terminou com o terceiro título das comandadas de Arthur Elias. Vale lembrar também que, no torneio, foram quatro vitórias do Timão, dois empates e nenhum triunfo do time hoje comandado por Hoffman Túlio.

Do elenco atual palmeirense, Ary Borges, Bruna Calderan e Camilinha já balançaram as redes contra as adversárias pelo menos uma vez. Um dos momentos mais marcantes para o Palmeiras na modalidade, aliás, foi quando o Verdão bateu as rivais por 4 a 1, na semifinal do estadual de 2001.

A maior goleada do Alviverde contra as oponentes aconteceu em 2005, também pelo Paulista, quando a equipe balançou as redes nove vezes e não sofreu nenhum gol.

O comandante do Verdão, inclusive, reconheceu a importância da partida de número 20 entre os times, mas ressaltou que a equipe precisa se manter tranquila para buscar o triunfo.

- Mantemos o mesmo preparo que temos para todos os jogos, dentro da nossa rotina e da normalidade do nosso trabalho. Entendemos a importância desse jogo, por ser um clássico, um dérbi, mas temos que ter tranquilidade. Sabemos o que temos que fazer, sabemos o potencial da equipe e daremos o melhor para buscar a vitória - afirmou Hoffman Túlio.

O futebol feminino foi introduzido pelo Palmeiras em 1997, ano de realização do primeiro Dérbi. Ao longo do tempo, o clube realizou parcerias com as prefeituras de São Bernardo do Campo (2005-2006), Salto (2008), Bauru (2012) e, atualmente, Vinhedo (2019-2022). As principais conquistas da equipe são um vice-campeonato Brasileiro (2000), um título Paulista (2001), três Jogos Regionais (2005, 2008 e 2010) e uma Copa Paulista (2019).

Não há dúvidas que o Corinthians é a maior potência no Brasil e América do Sul quando o assunto é futebol feminino, algo que é fruto de uma gestão e planejamento focado na modalidade que o clube tem feito desde 2018, quando reassumiu sozinho o comando da categoria. Mas nem sempre foi assim.

O projeto feminino do Timão iniciou em 1997, com um time formado com modelos da agência Flash Book, que à época tinha a Rainha das Embaixadinhas, Milene Domingues, no catálogo. Impulsionado pelo recorde de 55.198 embaixadinhas de Milene, o então presidente corintiano Alberto Dualib resolveu criar a categoria no clube.

No início, inclusive, a maioria das atletas eram menores de idade, não recebiam salários e treinavam apenas uma vez por semana.

Com a regulamentação do futebol feminino em São Paulo, em 2011, o Corinthians chegou a disputar campeonatos oficiais na categoria, mas nunca tendo recebido atenção e investimento necessários. Essa primeira fase durou 11 anos, quando o futebol feminino corintiano foi desativado, em 2008.

A reativação da modalidade no Timão aconteceu em 2016, em uma parceria com o Grêmio Osasco/Audax, que durou dois anos e rendeu os títulos da Copa do Brasil, em 2016, primeiro do clube alvinegro no futebol feminino, e da Libertadores, em 2017.

Desde então, as Brabas, como ficaram intituladas as jogadoras corintianas, conquistaram títulos em todas as temporadas. Inclusive, em 2018, quando venceram o Brasileirão pela primeira vez.

Agora, Palmeiras e Corinthians disputam, além da liderança, mais uma página de protagonismos no livro de histórias do futebol feminino no Brasil.

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