ANÁLISE: Empate do Palmeiras aflora defeitos que ainda não incomodaram na Libertadores
Alexandre Guariglia
ANÁLISE: Empate do Palmeiras aflora defeitos que ainda não incomodaram na Libertadores


Nós da imprensa temos uma mania de falar bem quando o time ganha e falar mal quando perde, mas no caso do Palmeiras a questão nem é criticar, mas avaliar o que leva uma equipe tão bem sucedida a tropeçar em alguns jogos como no empate em 1 a 1 com o Fluminense, e como tem sido no Brasileirão . Com apenas seis pontos em cinco jogos, certos defeitos já começam a aflorar no campeonato.

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Antes de explicar o que pode ter atrapalhado a vida do Verdão diante do Flu, é importante destacar que um dos problemas da atuação foi mental, já que os jogadores entraram demais no jogo do adversário, que buscou "picar" as jogadas para não deixar o time de Abel Ferreira confortável. Além disso, a arbitragem foi terrível e condescendente com a "cera" durante o duelo, o que também irritou os mandantes.

Uma equipe acostumada a decisões, que joga o mais alto nível do futebol do país, não deveria se deixar levar por essas coisas, mas deixou e por muitos momentos acabou perdendo o foco da partida, uma característica que não é comum em um grupo tão forte mentalmente. Será interessante observar essa questão nos próximos compromissos, principalmente pela classificação ruim no Brasileirão.

Voltando aos problemas evidenciados no empate com o Fluminense, pudemos ver uma atuação bem apagada de Wesley, que substituía Gabriel Veron, que por sua vez fez uma falta danada no setor ofensivo. Sem o jovem, faltou uma opção mais pronta para ocupar a faixa esquerda do ataque, cuja função foi exercida por Dudu no segundo tempo. Foi por lá que ele marcou o gol que abriu o placar.

E que falta fez um centroavante novamente... A bola passava na área, ou o time chegava no fundo, mas não tinha para quem cruzar, para quem estivesse na referência. Wesley perdeu um gol, Rony não tinha força para brigar com os zagueiros e Dudu também não conseguiu completar para gol cara a cara gol Fábio, que fez uma defesaça.

Vale comentar que o Palmeiras é uma equipe que costuma ser displicente nas conclusões de jogadas de ataque e que, consequentemente, desperdiça inúmeras chances de gol. Acontece que em alguns jogos elas não fazem falta, mas é evidente que em algum momento eles começariam a fazer, como tem sido no Campeonato Brasileiro. Se tem a oportunidade, é para "matar".

Além disso, o elenco parece que já não está mais dando a resposta para a Abel Ferreira, tanto em desempenho quanto em peças. As opções de meio-campo, por exemplo, são escassas. Não havia no banco de reservas um volante com característica de marcação. Atuesta e Menino são mais construtores, enquanto Naves, que também pode jogar de zagueiro, ainda não estaria pronto.

Isso sem contar o ataque, como já foi dito acima. Gustavo Scarpa, que tem entrado como opção na criação, fez mais um bom jogo por ali e deu a assistência para Dudu. Talvez seja o camisa 14 a peça mais forte que o banco de reservas oferece atualmente. As outras opções dificilmente seriam pensadas para mudar um jogo como no domingo.

Tudo isso não tem sido observado na Libertadores por conta do nível dos adversários, que é bem diferente do Brasileirão, mas nas fases mais agudas da competição continental, se não houver uma melhora individual e se não houver reforços para o elenco, a situação pode ficar bem menos confortável. Agora o foco é uma campanha de recuperação no nacional, para evitar que outros problemas surjam.

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