Ironman 70.3 Florianópolis terá triatletas transplantadas
Iúri Totti
Ironman 70.3 Florianópolis terá triatletas transplantadas


Transplantadas e apaixonadas pelo triatlhlon, Patrícia Fonseca, Priscila Pignolatti e Débora Reichert vão disputar a prova de revezamento do Ironman 70.3 Florianópolis, no dia 24 de abril, na Praia dos Ingleses, na capital catarinense. Elas, que consideram o triatlhon um símbolo de determinação, força de vontade e união por um objetivo, vão aproveitar a participação no evento para promover e incentivar a doação de órgãos.

Cada uma, no seu momento, descobriu no triatlhon uma paixão tão grande quanto a vontade de viver. Foi uma forma de mostrar como o transplante de órgãos mudou de forma significativa a vida das três. A estreia como trio aconteceu em 2018, na Argentina, e a partir daí a união pelo esporte só fez fortalecer a amizade entre elas. O planejamento previa a participação na edição de 2020, mas teve de ser postergada por conta da pandemia.

Inspiração nas Olimpíadas de Transplantados

A paulista Patrícia, transplantada do coração e que fará a natação, decidiu recuperar o tempo perdido já que não pode fazer exercícios durante os 30 primeiros anos de vida, por conta do problema cardíaco. “Foi um recomeço. Acompanhei uma prova de triatlhon nas olimpíadas de transplantados e deu vontade de fazer a modalidade. Depois do transplante, já corria e andava de bicicleta e só faltava a natação. Comecei a treinar a modalidade e aqui estamos participando de provas”, afirma ela.

Transplantada renal, a mineira Priscila, que recebeu a doação de seu irmão, acabou se motivando após acompanhar uma entrevista de Patrícia na televisão. “Já estava correndo e tinha nadado também. Entrei em contato com ela e trocamos mensagens, além de ter o incentivo dos amigos. Achei que era fácil, mas tive de ir atrás de uma assessoria esportiva e treinar muito”, declara. “Estamos esperando esse Ironman desde 2020 e não tem como não estar ansiosa”.

Ironman 70.3 Florianópolis vale para o Mundial

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Já a gaúcha Débora, também transplantada renal, começou a pensar no triatlhon após a operação, depois de conhecer uma pessoa que havia participado da Olimpíada dos Transplantados. “Já estava começando a pedalar e fui atrás de mais informações. Meu preparador físico também tem culpa nisso, porque me aconselhou a fazer o esporte”, brinca. “Tive de aprender tudo, mas consegui vencer mais este desafio e acabou virando paixão. Em 2017, comecei de fato a treinar rápido, e hoje viajo uma hora para treinar porque minha cidade não tem infraestrutura”.

Válido como classificatória para o Mundial Ironman 70.3 2022, programado para outubro, nos Estados Unidos, a competição em Florianópolis confirma sua força no circuito ao receber 1.750 atletas das Américas, Europa, África e Ásia. A disputa será no dia 24 de abril, na Praia dos Ingleses, a partir das 6h30m. Serão 1,9km de natação, 90km de ciclismo e 21,1 km de corrida. Estarão em jogo 45 vagas para o Mundial.

O Ironman 70.3 Florianópolis é o primeiro das cinco etapas programadas para este ano e estará com foco nas categorias da Faixa Etária. Após a capital catarinense, a competição acontecerá no Rio de Janeiro (julho), Maceió (agosto), São Paulo (setembro) e Fortaleza (novembro). Já o Ironman Brasil completará sua 20ª edição em Florianópolis, no dia 29 de maio, em Jurerê Internacional. (Iúri Totti)

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