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Atleta é o primeiro sobrevivente a desembarcar no Brasil e veio em uma aeronave, que é uma espécie de UTI móvel; goleiro passará por nova cirurgia

Follmann teve a perna direita amputada do joelho para baixo e agora passará por nova cirurgia
Cleberson Silva / Chapecoense
Follmann teve a perna direita amputada do joelho para baixo e agora passará por nova cirurgia


Uma das vítimas da queda do avião com a delegação da Chapecoense, o goleiro Jackson Follmann desembarcou em São Paulo na madrugada desta terça-feira (13), no aeroporto de Congonhas, zona sul da capital. O atleta, primeiro sobrevivente a chegar ao Brasil, veio em aeronave que é uma espécie de UTI móvel.

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A aeronave que trouxe Follmann  até o Brasil saiu da Colômbia por volta das 15h (horário de Brasília) de segunda-feira e chegou à Manaus às 19h30, partindo uma hora depois rumo à capital paulista, onde ficará internado, no Hospital Albert Einstein.

O atleta, que chegou acompanhado de sua noiva e do médico ortopedista da Chapecoense, passará por uma cirurgia na coluna cervical, para tratar de uma fratura. Esta é uma operação delicada e o hospital foi escolhido por ter condições e aparelhos que possibilitam uma cirurgia menos invasiva e que não deixará sequelas motoras no goleiro.

O jogador teve parte da perna direita amputada ainda no hospital na Colômbia, devido aos traumas ocorridos no acidente, mas já está em uma situação estável de saúde e voltou ao país para concluir sua recuperação.

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"Agora estamos comemorando o primeiro gol. Nós temos que ganhar de 4 a 0. A partir do momento que a gente traz nossos quatro sobreviventes de volta, os três jogadores e jornalista Rafael Henzel, a gente pode realmente comemorar a vitória. Hoje foi o primeiro gol. Espero que nos próximos dias a gente faça o segundo, o terceiro e o quarto", disse o médico da Chape, Marcos André Sonagli.

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Rafael Henzel, um dos sobreviventes, falou sobre o acidente

O radialista Rafael Henzel falou à TV Globo na noite do último domingo (12) sobre seu estado de saúde e afirmou estar bem melhor. "Foram muitas fraturas e o que mais preocupa foram as costelas. Foram sete costelas quebradas", relatou Henzel.

Rafael estava no assento do meio, ao lado dos colegas Renan Agnolin e Djalma Araújo Neto. "O momento mais triste para mim foi ver os dois colegas do lado, chamei pelos dois, mas já estavam mortos. Lamentei muito ali, mas eu precisava encontrar forças."

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Sobreviventes de volta ao Brasil

Além do retorno de Follmann, está confirmada a volta de Rafael Henzel e Alan Ruschel, também sobreviventes da tragédia, para o Brasil nesta terça-feira (13). O jornalista e o jogador vão para Chapecó, onde devem seguir com os tratamentos. Já o zagueiro Neto continuará por alguns dias internado na cidade colombiana de Rionegro. Ele continua na UTI, mas respira sem a ajuda de aparelhos.