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"De bem" com a torcida, o camisa 10 abriu o placar aos 14 segundos de jogo diante de Honduras e ainda marcou mais um

Neymar marca dois gols na vitória sobre Honduras
Reprodução/Twitter
Neymar marca dois gols na vitória sobre Honduras

Estadão Conteúdo

Neymar precisou de 14 segundos nesta quarta-feira para se tornar o grande personagem da vitória indiscutível do Brasil sobre Honduras, por 6 a 0, que classificou a seleção para sua quarta final olímpica. O craque do Barcelona, vaiado em Brasília nos dois primeiros jogos da Olimpíada, aproveitou erro de saída da defesa adversária à frente da área, interceptou a bola, dividiu com um desesperado goleiro Luis Lopez e mandou para o fundo da rede.

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A torcida explodiu de alegria, e Neymar saiu em desabalada correria, braços abertos, para comemorar o 1 a 0 no Maracanã.

Mas o maior expoente técnico da seleção não conseguiu correr mais do que dez metros sob o escaldante sol do Rio de Janeiro. Ainda dentro da área, desabou no gramado sentindo falta de ar. No choque com Lopez, Neymar caíra com o peito e com o rosto no chão. Logo, árbitro e jogadores pediram atendimento. E lá, deitado na mesma grama que no próximo sábado sediará a final olímpica, o craque teve seu primeiro grande momento de redenção nos Jogos do Rio. Nas arquibancadas, seu nome era gritado em coro.

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Foi um início de festa para um jogo que se mostraria fácil, sem a pressão vista nos confrontos sem gol contra África do Sul e Iraque, quando o principal jogador brasileiro não conseguiu mostrar seu melhor futebol, e a torcida, sem cerimônias, demonstrou toda sua impaciência com vaias.

Depois daquele segundo jogo, Neymar preferiu o silêncio. Após o empate sem gol diante do Iraque, ele deixara o estádio Mané Garrincha com seus fones no ouvido e sem dar declarações. Alguns entenderam como uma demonstração de incômodo, outros como indiferença.

Nesta quarta, a história foi bem diferente. Com o jogo começando praticamente do 1 a 0, Neymar esteve bem à vontade em campo. Tabelou no ataque com Luan, Gabriel e Gabriel Jesus, foi brigar pela bola no meio campo, correu de um lado a outro para cobrar faltas e escanteios. Sem um hondurenho na cola - a marcação sobre ele era feita à distância por pelo menos três - o atacante conseguiu flutuar por todos os setores. Fez jus à braçadeira de capitão que carrega no braço direito, orientando os companheiros de equipe e, vez ou outra, aproximando-se de Rogério Micale para ouvir e dar ideias.

E, assim como acontecera no primeiro minuto de partida, teve seu nome gritado mais uma, duas, três vezes pelo público que praticamente lotou o Maracanã.

Como de costume, Neymar também apanhou. Foi o jogador brasileiro mais visado pelos hondurenhos dentro de campo, tendo sofrido 10 das 22 faltas cometidas pelo adversário. Dessa vez, nem pareceu muito incomodado. Neymar, que parece ter se acostumado a apanhar, respondeu com o que sabe fazer de melhor. De quebra, abriu e fechou a contagem nos 6 a 0.

No fim, Neymar vibrou muito com a vitória, abraçou Rogério Micale e foi festejar diante das arquibancadas. Saiu também nos braços da torcida.

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