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Brasileira perdeu na semifinal, mas se recuperou e levou o bronze olímpico pela segunda vez na carreira; já Rafael Buzacarini perdeu nas oitavas

Mayra Aguiar é bronze para o Brasil
Reprodução/Twitter
Mayra Aguiar é bronze para o Brasil

Uma das principais candidatas a medalha olímpica do judô brasileiro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, Mayra Aguiar confirmou as expectativas e levou o bronze na categoria até 78 kg, vencend a cubana Yalennis Castillo. Mayra venceu suas duas primeiras lutas na Arena Carioca 2 e perdeu da francesa Audrey Tcheuméo na semifinal, ficando fora da disputa pelo ouro. Lembrando que a brasileira é campeã mundial em 2014 e tambpem levou o bronze em Londres 2012. 

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As lutas

Mayra não podia pedir por uma estreia melhor nos Jogos. Nesta quinta-feira pela manhã, a atleta atropelou a australiana Miranda Giambelli, venceu em menos de um minuto e foi às quartas de final. Em 30 segundos, ela aplicou um golpe quase perfeito e conseguiu um wazari. Antes que a adversária levantasse, Mayra a imobilizou por 15 segundos e confirmou a vitória.

Mayra Aguiar em ação nas Olimpíadas
CBJ/Divulgação
Mayra Aguiar em ação nas Olimpíadas

Nas quartas de final, a rival foi a alemã Luize Malzahn, número 5 do mundo. Em uma luta bem equilibrada e estudada, Mayra contou com uma punição (shidô) da atleta da Europa para controlar as ações do duelo até o fim e confirmar sua ida à semifinal.

A adversária na semi foi a francesa Audrey Tcheuméo. No começo do combate a brasileira levou uma punição e ficou atrás, tendo que partir para cima em busca de um golpe para reverter a vantagem. A arbitragem também marcou um shidô contra Tcheuméo, mas depois Mayra foi punida mais uma vez, não conseguindo aplicar golpes para derrotar a adversária.

Na disputa pelo bronze, Mayra Aguiar lutou sem pressão e conseguiu ter uma boa performance contra a cubana Yalennis Castillo. Com um yuko logo nos primeiros movimentos, ela segurou a adversária até o fim e comemorou mais um pódio olímpico e mais uma medalha de broze, assim como em Londres 2012.

Palavras da medalhista

"A gente perde uma medalha, mas não a guerra. Ainda tem uma luta. Foi uma nova competição que começou e eu fui campeã nessa nova. Medalha olímpica não ter cor, é medalha olímpica. Não dava para sair daqui sem ela. A gente não pode desistir nunca", afirmou a judoca de 25 anos.

No pouco tempo para recuperar antes de voltar ao tatame, a judoca buscou se acalmar, conversou com os treinadores e relembrou a própria trajetória. "No judô a primeira coisa que a gente aprende é a cair. Depois, a se levantar. Eu caí, feio, me abalou muito. Só que eu tinha de voltar de qualquer jeito e conquistar a medalha. Foi um tempo curto. Troquei esse sentimento ruim por um positivo, pela garra", comentou.

A judoca contou ter ficado emocionada com o apoio do público. "Foi mágico, foi lindo. Com essa vibração da torcida, com a emoção que o povo tem, ficou realmente marcado na minha vida. Vou levar para sempre", disse.

Rafael Buzacarini em ação nos Jogos do Rio
CBJ/Divulgação
Rafael Buzacarini em ação nos Jogos do Rio

Buzacarini eliminado

Entre os homens, na categoria até 100 kg, o brasileiro Rafael Buzacarini também estreou com vitória ao derrotar o uruguaio Pablo Aprahamian. O adversário tinha duas punições (shidôs), mas Rafael definiu o combate com uma bela finalização de chave de braço.

Nas oitavas de final, Buzacarini enfrentou o japonês Ryunosuke Haga, atual campeão mundial, em um duelo bastante difícil. A derrota do brasileiro aconteceu por conta de uma punição recebida no minuto final.