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Presidente da confederação acredita que Brasil pode faturar 3/4 das 24 medalhas de ouro que estarão em disputa


Alexandre Ank é uma das esperanças de medalha do Brasil no tênis de mesa paralímpico
Divulgação/CBTM
Alexandre Ank é uma das esperanças de medalha do Brasil no tênis de mesa paralímpico

Quem ficou impressionado com o desempenho do Brasil no tênis de mesa do Pan deve se preparar: no Parapan, que começa neste sábado, as medalhas virão em profusão. Ao menos é essa a previsão do presidente da CBTM, Alaor Azevedo. "Nossa ideia é conquistar 75% das medalhas de ouro. Nem conto prata ou bronze". Haverá 24 medalhas de ouro em disputa. Se o dirigente estiver correto, os brasileiros subirão 18 vezes ao lugar mais alto do pódio.

No Parapan, a modalidade é disputada por jogadores com paralisia cerebral, amputados e cadeirantes. Ao contrário do Pan, em que as disputas se iniciam pelo torneio em equipes, no Parapan os jogos individuais inauguram a programação. Os atletas estão procurando se preparar para não permitir que o nervosismo complique a progressão nas chaves.

"Temos que usar o primeiro jogo para quebrar esse gelo. É sempre a partida mais dura, ainda mais em um Parapan, pela importância que tem, valendo vaga nos Jogos Paralímpicos em casa. Temos que ir crescendo na competição, mas já começar voando, com a cabeça muito focada desde o início. É tiro muito curto", diz Paulo Salmin, vice-campeão no torneio individual da Classe 9 no Parapan de Guadalajara, no México, há quatro anos.

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A seleção brasileira é formada por 28 atletas em Toronto. No domingo haverá as primeiras finais. Na Classe 1/2 feminina, Cátia Oliveira disputará o grupo único contra a norte-americana Tara Proffit, a mexicana Alma Padilla e a argentina Constanza Garrone. A terceira e última rodada está marcada para as 14h20 (de Brasília).

No mesmo horário, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos disputarão as partidas decisivas na Classe 9 - Analía Longhi, da Argentina, e Francisca Araya, do Chile, serão suas adversárias, respectivamente. O grande duelo do grupo único, no entanto, será justamente entre as duas brasileiras, logo na rodada de abertura. A partida acontecerá neste sábado, às 13h40.

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A quarta medalha de domingo estará em disputa na Classe 11 masculina. A última rodada do grupo único será disputada às 17h40, com a participação de Lucas Maciel. Seus adversários na competição serão o norte-americano Benjamin Hadden, o canadense Mike Drozdowski e o venezuelano Denisos Martínez.

As demais finais individuais estão programadas para segunda-feira (10). Na terça, terão início os torneios por equipes, divididos em sete classes: 1/2, 3/4, 5, 6/8 e 9/10, no masculino, e 1/3 e 4/5, no feminino.


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