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Torneio tem média de 5.238 torcedores por jogo, quase um terço do que registra o Brasileirão e seu formato por pontos corridos. Jogos às 22h são os vilões no mata-mata

Arena Corinthians antes do jogo contra o Bahia, pela Copa do Brasil: lugares vazios
FERNANDO DANTAS / Gazeta Press
Arena Corinthians antes do jogo contra o Bahia, pela Copa do Brasil: lugares vazios

No interminável debate entre mata-mata e pontos corridos, a prteferência do torcedor pelos torneios eliminatórios é um argumento frequente. A Copa do Brasil , porém, mostra que é preciso cautela com essa afirmação. Em 2014, a competição tem levado pouca gente aos estádios, e o público médio do Campeonato Brasileiro até aqui é quase três vezes melhor.

Pesa contra a Copa do Brasil o horário dos jogos, quase sempre às 22h. Mas os números evidenciam que o formato de disputa não basta para compensar a desorganização. A Copa do Brasil, que nesta quarta-feira prossegue com a terceira fase, tem média de público de apenas 5.238 torcedores por jogo, contra 13.403 do Brasileirão, que já teve 12 rodadas.

Veja fotos do jogo Corinthians x Bahia em Itaquer,a pela Copa do Brasil:

O Corinthians é o líder de público no Brasileirão, pelo qual já mandou quatro jogos na Arena de Itaquera, com público médio de 34.229 torcedores. Já na Copa do Brasil, mandou uma partida em Itaquera, diante do Bahia, com 24.252 pessoas, pior público da nova casa. O horário, somado ao problema do transporte público, prejudicou o time paulista. Mas, novamente, fica claro que o formato mata-mata não basta para atrair o torcedor.

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O pequeno interesse do público pesa no orçamento dos clubes. A renda liquida da Copa do Brasil, em média, é de R$ 60,6 mil por jogo, contra R$ 238,3 mil no Brasileirão. Mais uma vez, o melhor exemplo é o Corinthians, que faturou R$ 874 mil líquidos diante do Bahia no mata-mata. Na competição por pontos corridos, a renda recorde é R$ R$ 1,85 milhão, frente ao Internacional.

Com o afunilamento da competição, a tenência é o público subir. Até lá, porém, a Copa do Brasil torna inquestionável o que já é evidente.

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