Seleção precisou de mais de duas horas de partida para vencer o Japão e garantir o lugar na final do Mundial

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A seleção brasileira feminina de vôlei passou sufoco nesta manhã, na semifinal do Campeonato Mundial, em Tóquio. O time comandando por José Roberto Guimarães precisou de duas horas e vinte minutos para fazer 3 sets a 2 sobre o Japão e garantir o seu lugar na decisão do torneio.

O Brasil perdeu os dois primeiros sets cometendo diversos erros. Enquanto o Japão mostrava consistência na defesa, as brasileiras falharavam no saque e nas conclusões. Ao final da segunda parcial, o Brasil já tinha dado 18 pontos em erros para as adversárias, que haviam vaciliados em apenas seis oportunidades. A atuação desagradou o técnico.

"Nós já sabíamos que elas (as japonesas) iam usar as mãos de fora nas bolas altas (para explorar os bloqueios). Nosso bloqueio e nossa defesa nem sempre foram bem. Também, não estávamos concentrado durante todo o jogo", comentou Zé Roberto.

A situação, entretanto, começou a mudar a partir do terceiro set e o time chegou ao auge no tie-break. "No quinto set, finalmente, conseguimos jogar o nosso voleibol. Nossas jogadoras conseguiram três importantes bloqueios", analisou Zé Roberto.

"Foi uma superação total. Entramos devagar, esperando o que ia acontecer. Mas no terceiro set nosso jogo encaixou e começamos a jogar com agressividade", concordou Sheilla. "Fomos buscar um jogo muito complicado, mas demonstramos o espírito brasileiro, que é de não desistir, lutar por todos os pontos", comentou a líbero Fabi. "Nosso desempenho é diferente. Somos um time que joga com paixão e acreditamos que podemos vencer os outros por causa disso", completou Jaqueline.

Reuters
Natália (camisa 12) agradece depois da vitória sobre o Japão na semifinal do Mundial

Mesmo com a vitória, Zé Roberto deixou a quadra com reclamações. "A gente não fica feliz com o jogo de hoje (sábado). Foi um jogo com cinco sets e um desgaste muito grande. Mas menos mal que conseguimos passar para essa final tão sonhada", disse ao canal Sportv.

Mudanças que deram certo
No terceiro set da partida, Zé Roberto decidiu tirar Jaqueline, titular absoluta do time, e dar lugar a Sassá. A seleção correspondeu à mudança, ganhou volume de jogo e um ataque diferente. Até o técnico japonês elogiou a atuação de Sassá

"Como sempre, mesmo que Sassá não tenha começado a partida, ela estava bem-preparada. Ela é muito inteligente ao jogar pelo conjunto nos momentos difíceis. Ela joga com calma e tranquilidade, é sempre muito produtiva, com bloqueios e ataques em momentos chaves. Ela jogou bem em momentos importantes hoje (sábado) e por isso a deixei em quadra no lugar de Jaqueline", explicou o treinador.

Jaqueline não se importou em parar na reserva e valorizou o conjunto na vitória brasileira. "Mesmo que sejam apenas seis em quadra, todas as 14 jogadoras estãi ali, juntas", disse a jogadora.

O técnico também teve uma conversa particular com a levantadora Fabíola. No pedido de tempo, ele a pegou pelo braço e a afastou do grupo. "Eu falei para Fabíola usar efetivamente as jogadas de meio, para criar mais espaço nas pontas para conseguir usar a Sheilla", afirmou.

Os pedidos foram atendidos. A central Fabiana recebeu mais bolas e, nos sets finais, chamou o jogo foi uma das mais vibrantes em quadra, marcando inclusive o último ponto da partida. E Sheilla terminou o jogo como a maior pontuadora do Brasil, com 25 acertos.

Agora o Brasil se prepara para encarar a Rússia na final e buscar o título inédito. A partida será às 8h30 (horário de Brasília) deste domingo, em Tóquio, com transmissão em tempo real do Placar iG. O jogo pode ser uma revanche da final de 2006. Na última edição do torneio, as russas foram campeãs mundial com uma vitória por 3 sets a 2, com direito a virada no tie-break.

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