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Zé Roberto deixa disputa em aberto na seleção feminina de vôlei

Além da busca pela vaga olímpica na Copa do Mundo, ano do time deve definir postos entre as titulares

AE |

selo

O ciclo olímpico já está chegando na reta final e a temporada 2011 promete definições para a seleção brasileira feminina de vôlei. Em jogo, não apenas uma das três vagas olímpicas que estarão em disputa na Copa do Mundo, em novembro, mas também uma posição de titular no sexteto do técnico José Roberto Guimarães. Três postos ainda estão em aberto.

E não faltarão testes para definir a levantadora e as duas ponteiras que farão companhia às titulares absolutas Sheila (oposto), Fabi (líbero), Thaisa e Fabiana (centrais). A começar com a Copa Pan-Americana, entre os dias 29 de junho e 9 de julho, passando pelo Grand Prix e pelos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, serão cinco competições antes de o trabalho culminar com a Copa do Mundo, a ser disputada no Japão.

Na posição de levantadora, Dani Lins e Fabíola querem mostrar que podem se firmar depois de muitos anos de domínio de Fernanda Venturini e, depois, Fofão. Mas a disputa que promete ser mais acirrada é para definir as duas ponteiras passadoras.

Tanto Mari quanto Paula Pequeno ficaram de fora do vice-campeonato mundial e agora, recuperadas de lesão, passam a brigar por posição com a jovem Natália. Há ainda a possibilidade de Jaqueline, que perdeu o bebê que estava esperando, voltar à seleção e acirrar ainda mais essa disputa.

Titular no Mundial, Natália atuava como oposto no Osasco, mas sempre joga como ponteira na seleção. Até para poder se aperfeiçoar na posição, ela já trocou o time paulista pelo rival Rio de Janeiro. "Eu disse para a Natália: 'a gente já começou esse investimento com você como ponteira, pesando até no seu futuro'. Eu não estou nem pensando em Londres. Estou pensando em 2016, pois a gente precisa de ponteiras passadoras, que é onde o Brasil está carente", disse José Roberto Guimarães.

Natália e Mari saem na frente, pela experiência de atuarem juntas na seleção de 2009, campeã do Grand Prix, e pelo fato de Paula voltar de contusão. "Elas vão brigar entre si pela posição. A gente torce para que elas elevem o nível", completa o treinador.

No entanto, Natália não vê seu posto como garantido e espera concorrência pesada. "Esse ano está bem complicado para achar duas para as vagas de ponteira. Vai ser super complicado e com certeza o Zé vai escolher quem estiver melhor", disse a jogadora de 22 anos.

PREPARAÇÃO
Mal saídas da disputa da Superliga, as meninas do técnico José Roberto Guimarães treinam no Centro de Desenvolvimento do Vôlei, em Saquarema, no Rio, cientes de que o trabalho forte e a sequência de torneios será importante para que o time chegue ao ápice durante a disputa da Copa do Mundo. Há que se controlar o desgaste, porém.

"Tudo tem dois lados. No ano passado, jogamos só duas competições. Mas nossa opção era treinar mais, dar um lastro maior, treinar mais fundamento. A gente sabia que o Mundial seria muito pesado e foi um ano muito bom", argumentou Zé Roberto.

Segundo o treinador, trata-se do mesmo planejamento utilizado antes dos Jogos de Pequim 2008, que culminou com o ouro olímpico. "O ano que vem vamos ter um curto espaço de tempo para os Jogos Olímpicos de Londres. Não vamos ter tempo de jogar muito e treinar muito", justificou Zé Roberto.

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