Seleção encara os cubanos na abertura da fase final da Liga Mundial na reedição da final do Campeonato Mundial de 2010

O oposto Leandro Vissotto se diz pronto para reforçar o Brasil diante de Cuba, na primeira partida da seleção na fase final da Liga Mundial, na manhã desta quarta-feira. O jogador sentiu uma lesão na coxa esquerda logo no começo da partida contra os Estados Unidos , no dia 25 de junho, e desfalcou o time nos últimos jogos da etapa classificatória do torneio.

Vissotto voltou a treinar na sexta-feira da semana passada e está escalado para o jogo contra os cubanos. "Treinei muito bem nos últimos dias e, além de não ter sentido nenhum tipo de dor ou incômodo, tive a certeza de que estou bem. Meu desempenho foi até melhor do que nos dias anteriores à lesão. Acho que o descanso fez bem e agora vou voltar com todas as energias e muito motivado para esta Fase Final", afirma.

Brasil e Cuba, às 8h30 desta quarta (horário de Brasília), será uma reedição da final do Campeonato Mundial. Na Itália, a seleção venceu por 3 sets a 0 e ficou com o título . Agora, o time de Bernardinho encara uma equipe diferente. Cuba afastou o central Simon, capitão da equipe, o ponteiro Leal e o levantador Hierezuelo e não conta com estes jogadores na Liga Mundial, mas tem no elenco Bell e Leon, os melhores atacantes até o momento do torneio.

"É outra seleção em relação à que disputou o Campeonato Mundial, mas segue sendo um time perigoso”, afirma Murilo. “A equipe mudou bastante, principalmente porque perdeu o Simon, que era o jogador de segurança, o atacante que realmente decidia os jogos. O levantador que entrou no time agora (Diaz) já havia sido titular antes e o Bell, que assumiu a vaga de ponteiro, também fazia parte do grupo”, completa.

Murilo ainda faz um alerta. “Precisaremos sacar bem para dificultá-los e impedir que usem todo o potencial de ataque. É importante fazer uma boa marcação no Leon, que é o principal jogador do time”.

Já o levantador Marlon aposta na liderança no placar desde o começo para desestabilizar os rivais. “Quando Cuba começa o set atrás, costuma ter muita dificuldade para reagir. Já quando saem na frente e jogam com o placar a favor, crescem bastante. Eles estão com uma equipe mais fraca do que no Mundial e temos que nos impor desde o início”, aposta o levantador.

Depois, o Brasil ainda encara Estados Unidos e Rússia no chamado grupo da morte na fase final da Liga Mundial. Os dois melhores do grupo avançam às semifinais. Na outra chave, Argentina, Itália, Polônia e Bulgária lutam pelas outras duas vagas.

"Agora começa um novo torneio. Precisamos pensar em um jogo de cada vez e esquecer o mais rápido possível a partida anterior para focar na sequência. Será muito desgastante jogar cinco vezes em cinco dias, mas estamos prontos", disse o capitão Giba. "Nós estamos muito cansados, mas faremos o nosso melhor. Alguns dizem que esse é o grupo da morte, mas vamos ver", comentou o atacante.

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