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Time do Rio tem Sheilla, maior pontuadora da Superliga, e o Sollys tem as três melhores na recepção

Sheilla, novidade do Unilever na temporada, é a melhor atacante da Superliga
Divulgação/CBV
Sheilla, novidade do Unilever na temporada, é a melhor atacante da Superliga
Sollys/Osasco, atual campeão brasileiro, e Unilever, atual vice, disputam mais uma final de Superliga feminina na manhã deste sábado, às 10h (horário de Brasília), no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte. Será a sétima decisão consecutiva entre as equipes e, nesta temporada, o Rio leva a vantagem no ataque enquanto o Osasco tem um sistema defensivo melhor.

De acordo com as estatísticas da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), Sheilla, que chegou ao time nesta temporada, é a segurança das cariocas. Ela é a maior pontuadora da competição, com 475 acertos, e líder nas estatísticas de ataque, com 26,24% de eficiência.

Nos fundamentos de defesa, o Sollys/Osasco aparece melhor. O time domina o quesito recepção, com as três melhores atletas no fundamento: Camila Brait, Jaqueline e Sassá. Ainda conta com Thaísa, segunda na lista das bloqueadoras.

“O Osasco tem um bom passe e um bloqueio alto. É um time difícil de ser neutralizado e não podemos cometer erros para chegar à vitória”, afirma líbero carioca Fabi. “Eles tem a melhor linha de passe da Superliga. Temos que jogar tudo o que sabemos”, completa Mari.

Para completar as estastísticas, Dani Lins, do Unilever, é a melhor levantadora e melhor na defesa. Já Thaísa, do Sollys/Osasco, lidera o ranking no saque.

Apesar de velhos conhecidos em decisões, os times chegam para a final modificados em relação ao ano passado. Enquanto o Sollys/Osasco manteve todo o seu elenco e aposta na força do conjunto para levar o bicampeonato sob o comando das campeãs olímpicas Carol Albuquerque, Jaqueline e Sassá, o Rio de Janeiro teve os reforços de Sheilla, Mari, Valeskinha e Juciely entre as titulares, mas perdeu atletas importantes nas outras temporadas como a centram Fabiana e a oposta Joycinha.

“O time perdeu jogadoras, mas trouxe gente de alto nível. Não vejo baixa nenhuma no time delas. Elas são bastante experientes e têm Sheilla, que para mim é a melhor oposto do mundo. Eu acho que elas estão no mesmo nível ou até melhor do que no ano passado”, analisa Natália, oposta do Osasco.

Natália se diverte nos treinos no Mineirinho antes da final
Divullgação/CBV
Natália se diverte nos treinos no Mineirinho antes da final
Para Natália, seu time usará a alegria para se concentrar e equilibrar a partida. “Nosso grupo é jovem e a alegria contagia todo mundo. Acho que esse é o nosso diferencial. Até a Carol (Albuquerque, levantadora), que é a mais velha, a nossa ‘vovorete’, se empolga em quadra com o nosso jeito moleque”, afirma.

Já Bernardinho, técnico do Unilever, fala da experiência de seu grupo. “Assim como o Osasco, temos as nossas jogadoras de destaque. A Valeskinha, por exemplo, é bem experiente e gosta desses jogos desafiadores”, fala Bernardinho. A central do time carioca disputa a sua 11ª final na Superliga .

Nesta Superliga, a vantagem é carioca. Além de ter fechado a fase de classificação na liderança, o Unilever venceu o Sollys/Osasco no primeiro e no segundo turnos, por 3 sets a 1 e 3 sets a 0, respectivamente. Entretanto, as equipes têm pontos em comuns, já que viram duas de seus principais atacantes afastadas das quadras por causa de cirurgias .

Rio leva vantagem no retrospecto
Até agora, nas seis finais entre Rio de Janeiro e Osasco, as cariocas levaram quatro títulos . O Sollys/Osasco acabou com a sequência de Bernardinho e companhia na temporada passada e esse ouro anima as paulistas.

“Cada ano é uma final, mas agora aumenta ainda mais a vontade de ganhar porque eu já senti o gostinho”, afirma Natália, que ainda faz uma aposta. “Acho que vai ser emocionante e vai ser um 3 a 2, como nas outras finais. Mas espero que seja de novo, para o nosso lado”.