Times do Rio de Janeiro e Osasco fizeram a final feminina nos últimos sete anos. Decisão será no Maracanãzinho

Final marcará a aposentadoria da levantadora Fernanda Venturini
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Final marcará a aposentadoria da levantadora Fernanda Venturini
Mudam as jogadoras, os ginásios, os treinadores, mas nos últimos sete anos, Unilever e Sollys/Nestlé estão sempre lá, decidindo a Superliga feminina. Neste sábado, às 10h, no Maracanãzinho, as equipes do Rio de Janeiro e Osasco disputarão a oitava final seguida da competição, confirmando a supremacia no cenário nacional. São cinco títulos para as cariocas e dois para as paulistas no clássico.

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Cada elenco pode se apegar a um fator positivo, o que deve aumentar ainda mais o equilíbrio do duelo. O Sollys teve melhor desempenho durante quase todo o torneio. Não perde desde o começo do returno e passou com facilidade pelos playoffs. Mesmo assim, para a central Adenízia, não existe favorito no confronto.

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“Nosso time cresceu durante a competição e chegou em um bom momento para a final. Esse é um clássico do voleibol brasileiro, onde é difícil apostar em um favorito. Estamos com muita vontade de vencer esse jogo. E sabemos que, para isso, precisamos ter paciência e jogar com a nossa alegria que é característica”, explica a central, desde 1999 no Osasco.

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Já o Unilever, que teve mais dificuldade na fase eliminatória, terá o apoio da torcida. A final será disputada em casa – o palco da final é itinerante -, e todos os ingressos foram vendidos. A capacidade do Maracanãzinho é de 11.800 torcedores e o Unilever tem a melhor média de público da competição, com 3.193 pessoas por jogo. A participação nas arquibancadas foi destacada pelo técnico Bernardinho.

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"Estamos em nossa oitava temporada no Rio e, ao longo dos anos, tem sido assim, Nos momentos cruciais e difíceis da equipe, a nossa torcida sempre comparece. Há cobrança, sim. Todos querem ver o time na decisão, mas sempre há carinho e respeito. Quando a equipe não consegue render o esperado, sinto também pela frustração que a derrota gera no público", disse Bernardinho.

Surpresas e rivalidade
Mas em um duelo que se repete exaustivamente nos últimos anos, cabe espaço para alguma surpresa ou novidade tática? A líbero Fabi, do Unilever, que chegou na temporada 2005/2006 ao Rio e participou de todos os titulos da equipe, acredita que não.

A ponteira Jaqueline é um dos destaques do Sollys/Nestlé
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A ponteira Jaqueline é um dos destaques do Sollys/Nestlé
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“É difícil, a gente se estuda muito, se conhece muito. O que acaba sendo surpresa é a final, o desempenho de cada equipe. Se um time é forte atacando no fundo da quadra, chegar na final e mudar isso é fugir um pouco do seu natural, do ponto forte de cada um. O que varia mesmo é como o conjunto vai funcionar”, disse.

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A rivalidade também está presente por conta das finais seguidas, mesmo que boa parte das equipes sirva de base para a seleção brasileira, e que algumas tenham 'virado a casaca' nos últimos anos, trocando Rio de Janeiro por Osasco e vice-versa.

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"O caminho foi difícil tanto nas quartas de final, contra o Mackenzie, quanto na semi, contra o Vôlei Futuro. Na final, diante do Osasco, a rivalidade é sempre enorme em todos os níveis. Rivalidade entre Rio e São Paulo. Rivalidade entre os próprios patrocinadores. Não há favoritismo neste clássico", disse a ponteira Amanda, do Unilever.

Números da final
- Sollys/Nestlé e Unilever já se enfrentaram 66 vezes desde 1997. A equipe carioca leva vantagem no número de vitórias: 37. Já o time paulista venceu 29 vezes.
- Na atual temporada, os dois times jogaram duas vezes, com uma vitória para cada lado, as duas por 3 a 1.
- Unilever tem a melhor média de público da Superliga: 3.193 pessoas. Todos os ingressos para a final foram vendidos.
- O Sollys terminou a primeira fase na primeira colocação.

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