Apesar de liberação para voltar a jogar, Solberg fala: "Fquei contente, mas não é por isso que estou lutando"

Pedro Solberg segue os treinamentos, mas ainda não sabe quando volta a jogar
Divulgação/CBV
Pedro Solberg segue os treinamentos, mas ainda não sabe quando volta a jogar
Pedro Solberg teve uma notícia má, mas esperada, e outra boa nesta quinta-feira. O jogador de vôlei de praia, pego no exame antidoping em julho com presença de esteróide androstane, recebeu a contraprova, que confirmou o resultado positivo. Apesar disso, ele foi liberado para voltar a competir pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

“Não tinha tanta expectativa em relação a um resultado diferente. Acredito que tenha acontecido um erro, mas isso foi desde o primeiro exame”, disse Solberg em entrevista exclusiva ao iG . “E fiquei contente com a liberação, mas não é por isso que estou lutando. Quero a liberação total porque eu sei que não fiz nada de errado”, completou.

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O resultado da contraprova demorou quase um mês para sair e, neste tempo, Pedro ainda buscou justificativas para o resultado positivo. “Eu continuei pesquisando, fui a médicos e vi que não tem nada de errado com o meu organismo e nada em nenhum suplemento que eu tomava. Testei tudo e não apareceu nada”.

O jogador diz não culpar o laboratório responsável pelos exames, o Ladetec, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas levanta alguns pontos que podem ter alterado o seu exame em um comunicado à imprensa.

“Como tinha certeza que nunca tomei esse ou qualquer esteróide e sempre fui muito cuidadoso com isso, solicitei imediatamente o dossiê do primeiro exame (mostra A) e a contra-prova”, diz o jogador, que ainda conta que as coletas foram feitas em sua casa na segunda-feira, mas que chegaram ao laboratório apenas três dias depois. Solberg lembra ainda que não recebeu a cadeia de custódia, que mostra todos os responsáveis pelo material, desde a coleta até a entrega para a análise, junto com o dossiê do primeiro exame.

O jogador questiona a forma de preservação das amostras, a falta da cadeia de custódia e afirma que, de acordo com os químicos que o acompanham no caso, pode ocorrer a degradação da urina e ter um resultado falso positivo com o esteróide encontrado em suas amostras.

Ele lembra também o valor pago pela contraprova. “O laboratório me cobrou R$ 15 mil, em torno de R$ 10 mil. O laboratório é livre para fazer seu preço, no entanto, em qualquer lugar do mundo, esse exame custa em torno de U$S 350”.

Pedro disse ter pagado o valor e, depois, ter recorrido a Eduardo de Rose, responsável pelo programa antidoping do Comitê Olímpico Brasileiro, que consultou a Wada (Agência Mundial Anti-Dopagem) e pediu a devolução do dinheiro.

Como o caso ainda está em andamento, o Ladetec não quis se pronunciar por causa do código de ética exigido pela Agência Mundial Anti-Dopagem.

Pedro ainda acredita que esses possíveis erros fizeram com que a FIVB retirasse a suspensão preventiva que havia sido aplicada. “Todo o meu exame tem pontos, pelo menos, duvidosos”, falou ao iG .

O julgamento do atleta ainda não tem data marcada e, até lá, ele está liberado para jogar. Pedro solberg formará dupla com Rooney Ferramenta, com quem jogou o Campeonato Mundial. A parceria com Ricardo, firmada antes do caso de doping, foi suspensa até a próxima temporada.

“Vou estudar quando vou voltar. Estamos em forma para jogar agora na Finlândia (de 16 a 21 de agosto), mas podemos voltar apenas na etapa da Holanda (de 23 a 28 de agosto). A primeira semana depois da notícia foi bem complicada mesmo e não tinha cabeça nenhuma para treinar ou fazer nada. Na segunda, eu já voltei a treinar porque eu tenho certeza de tudo o que eu fiz e quando voltar, quero voltar bem, e não mais ou menos”, afirmou.

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