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Superliga enxuta e nova pontuação agradam no vôlei masculino

Edição 2011/2012 do torneio terá 12 times e seguirá o sistema de pontuação adotado pela Federação Internacional

Aretha Martins, iG São Paulo |

A Superliga masculina 2011/2012 começa neste sábado com algumas mudanças em relação a última edição. Agora, serão 12 times, o torneio começará um mês depois que no ano passado e contará com o sistema de pontuação adotado na Liga Mundial e na Copa do Mundo.

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Mesmo com um mês de atraso em relação a 2010/2010, com a diminuição de três equipes no total, o calendário agradou aos atletas. “Acho melhor ter 12 times porque são seis jogos a menos”, lembra Bruninho, levantador da Cimed/Sky e da seleção brasileira. “Esse ano será mais tranquilo porque teremos dois jogos por semana e teremos mais tempo de descanso e de treino”, completa Giba, companheiro de Bruno.

A classificação antecipada para as Olimpíadas de Londres também ajudou a deixar o calendário menos desgastante. A Superliga irá acabar no dia 21 de abril, em final em jogo único disputado em São Paulo, no ginásio do Ibirapuera. Se a seleção masculina ainda não tivesse a vaga, ainda teria que disputar o pré-olímpico em abril.

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“Puxado o calendário sempre vai ser. Falaram que jogaríamos às quartas e aos sábados, mas já sei que vamos ter jogos às quintas. Mas agora, depois da final da Superliga, pelo menos só teremos a Liga Mundial e as Olimpíadas. E a Liga não será mais do que um treino de luxo para Londres”, afirma Dante, mais um destaque na seleção brasileira e que vestirá a camisa do novato RJX.

Além da quantidade, a distribuição dos jogos também mudou e isso dividiu opiniões. Acabaram os jogos casados, quando um time de São Paulo, por exemplo, viaja para Minas e passava a semana lá encarando os rivais daquele estado.

“Isso pode deixar o torneio mais cansativo. Podemos viver de hotel em hotel porque vamos jogar em um lugar na quarta, voltar e logo viajar para jogar em outro lugar totalmente diferente no sábado”, comenta o levantador Marlon, mais um da nova equipe do Rio de Janeiro.

Murilo discorda. “Não vamos cansar mais porque teremos dois dias para descansar ou treinar antes de jogar de novo. E, pelo menos no Sesi, já acertamos as nossas férias. Vamos parar 10 dias entre Natal e Ano Novo e, depois, também teremos uma boa folga no carnaval”, explica o ponteiro e capitão do atual campeão nacional.

Jogadores acham justo novo sistema de pontuação

Divulgação/CBV
Jogadores das 12 equipes que jogarão a Superliga posam para foto no lançamento do torneio
A Superliga 2011/2012 seguirá os moldes de pontuação adotados pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei). Nos jogos de 3 sets a 0 ou 3 sets a 1, o vencedor leva três pontos e o perder, nenhum. No caso de 3 sets a 2. O vencedor soma dois pontos e o perdedor, um ponto.

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“Sou completamente favorável porque será uma briga constante pelo resultado. Você quer ganhar sempre, claro, mas antes, contra um time que fosse mais fraco, poderia relaxar e levar o jogo para o tie-break. Agora, além de querer vencer sempre, tem que ser por 3 a 0 ou 3 a 1”, avalia o levantador Marlon. “Acho que essa pontuação será justa. Todo mundo será obrigado a entrar sempre 100%”, completou o ponteiro Dante.

Até quem reclamou do regulamento, mudou de ideia. Murilo criticou o sistema durante a Copa do Mundo, torneio que classificou o Brasil para as Olimpíadas de Londres com o bronze. “Não é bom para um campeonato curto, como foi a Copa. Lá era só ganhar e perder e pronto. Na Superliga, que é um torneio longo, eu acho que vale”, afirma o capitão do Sesi.

Com as novidades na tabela e na pontuação, jogadores destacam que os melhores times podem abrir mais e disparar até as finais e, assim, chegarem com alguma folga aos playoffs. “Também ficou mais fácil acompanhar a classificação porque todos vão jogar juntos. Não teremos mais rodada com cinco jogos e outra com três, por exemplo”, diz o central Rodrigão.

A Superliga masculina começa neste sábado com Sesi x RJX às 11h30, no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo.
 

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