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Sesi e Sada/Cruzeiro buscam título inédito da Superliga masculina

Times jogam a decisão do torneio nacional neste domingo, às 10h, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte

Aretha Martins, iG São Paulo |

Divulgação
Murilo, melhor jogador do mundo em 2010, busca o primeiro título na Superliga
A Superliga masculina 2010/2011 chega à final com dois estreantes. Sesi-SP, que ficou em quinto na última temporada, e Sada/Cruzeiro, que subiu ao pódio apenas em 2008/2009, quando faturou o bronze, disputam o título neste domingo, em jogo único, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, às 10h (horário de Brasília).

As duas equipes foram bastante regulares ao longo do torneio nacional. Os paulistas fecharam a fase de classificação em primeiro lugar, com apenas três derrotas. Já os mineiros chegaram aos playoffs na terceira colocação, com dobro de tropeços. E a aposta é de equilíbrio e uma partida decidida no tie-break no domingo.

“Acho muito difícil acabar em 3 sets a 0 porque temos times muito fortes em quadra. Vai ser uma batalha e temos que entrar 100%, porque só com 99% não vai dar”, analisa Vini, central do Sesi-SP.

Pelo menos nas estatísticas da Superliga, a briga já é apertada. O Sesi é dono do melhor ataque e do melhor saque. Já o Sada/Cruzeiro aparece em primeiro no levantamento e em segundo no ataque e no saque.

“A maior qualidade do nosso time é o ataque. Temos jogadores acostumados a decidir. Já o Sada/Cruzeiro é muito bem desenvolvido, erra pouco e tem uma ótima linha de passe. Normalmente as equipes têm um ponteiro passador e um ponteiro que bate as bolas mais altas. No caso deles, com o Filipe e o Leo Mineiro, são dois ponteiros passadores. E aí, quem fica com a responsabilidade das bolas mais altas é o Wallace (oposto)”, explica Sandro, levantador do Sesi.

Diante de um time que sabe recepcionar bem como o mineiro, acertar o saque é fundamental. “Não podemos errar no saque. Se errarmos, vamos facilitar o jogo deles”, diz Sandro. “Temos que ter aquele cara que saca forte e outro que vai dar continuidade até para ver o os jogadores do outro lado vão fazer. No nosso time, o Sidão e o Wallace têm esse direito de sacar forte o tempo todo”, comenta Vini.

Do outro lado, além de confiar no fundo de quadra, o Sada/Cruzeiro aposta em seu levantador. “Temos uma boa linha de passe e o William, com a bola na mão, faz o que quer. Ele sabe fazer estragos”, elogia Wallace, oposto da equipe mineira. “Mas também temos que tomar cuidado com as bolas fáceis, que a gente não pode deixar cair. Quem foi melhor nesses detalhes é quem vai ganhar”, completa.

Estrelas x time ‘compacto’

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William, levantador do Cruzeiro, foi convocado pela primeira vez em uma pré-lista da seleção
A final deste domingo levará para quadra campeões mundiais, com Murilo e Sérgio Escadinha, e diversos jogadores que estavam na pré-lista de Bernardinho para a Liga Mundial 2011. Do lado do Sesi, todos os titulares, a exceção de Vini, viram seus nomes na relação do técnico. No Sada/Cruzeiro, estavam William e Wallace.

Jogar contra Sesi é como enfrentar a seleção brasileira. Eles têm o melhor líbero do mundo (Serginho) e o melhor jogador da atualidade (Murilo)”, diz o argentino Marcelo Mendez, técnico do Sada/Cruzeiro. Para jogar contra os ‘mais famosos’, a equipe de Minas usa o conjunto.

“O time não tem estrelas e não possui aquele cara que chega e vai resolver tudo. Mas é uma equipe compacta e bem redonda e acho que essa será a nossa vantagem”, afirma Wallace. E ele já se prepara também para um duelo particular com seu xará, o Wallace oposto do Sesi. “Será uma briga do mais novo contra o mais velho”.

Final azul
O ginásio do Mineirinho, que já foi palco dos títulos de Telemig/Minas, Banespa e Cimed, recebe a sua terceira decisão de Superliga. Dessa vez, o Sada/Cruzeiro é quem se sente em casa em Belo Horizonte.

“Jogar no Mineirinho pode ser uma vantagem para o nosso grupo que normalmente se apresenta bem diante da nossa torcida”, fala o treinador Marcelo Mendez. “O ginásio vai ficar todo azul”, completa Wallace, referindo-se à cor da equipe mineira.

Do lado do Sesi, nada de se intimidar. “Sabemos que vai ser uma festa muito grande, com a torcida empurrando o time, mas estamos preparados para isso”, afirma o levantador Sandro, que defendeu o Sada/Cruzeiro até a última temporada e estava na torcida por essa final. “Era a decisão que eu queria que acontecesse. Torci por eles até a semifinal, mas agora acabou. Quero o meu título”, comenta.
 

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