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Campeões com a seleção brasileira, Murilo e Serginho faturam primeiro troféu no torneio nacional

O Sesi-SP encarou um ginásio do Mineirinho lotado e conquistou o título da Superliga masculina 2010/211. Em uma final inédita no torneio nacional, o time de São Paulo venceu o Sada/Cruzeiro por 3 sets a 1, com parciais de 25/19, 19/25, 27/25 e 25/17 e garantiu o lugar mais alto do pódio.

Mais de 17 mil pessoas estiveram no ginásio em Belo Horizonte para a decisão. A grande maioria torcia para os mineiros do Sada/Cruzeiro. Em quadra, o jogo começou equilibrado e o Sesi, mesmo com todo o barulho do ginásio, venceu o primeiro set. Os donos da casa domiram a segunda parcial, mas o equilíbrio logo voltou no terceiro set. Com um bloqueio, os paulistas fecharam a parcial e embalaram, chegando a abrir 16 a 7 no quarto set, e, logo depois, liquidando o jogo com uma bola no chão de Vini .

A pequena e barulhenta torcida do Sesi-SP gritava “é campeão” antes mesmo do final da partida, enquanto os cruzeirense já deixavam o ginásio. Ao término da partida uma demonstração de carinho e agradecimento. A torcida do Cruzeiro que ainda estava no local gritou o nome do time, antes de deixar o Mineirinho liberado para festa do Sesi-SP. Emocionados, o jogadores choraram bastante.

Curiosamente, a conquista deste domingo é a primeira de Murilo e Serginho da Superliga. A dupla, que tem em seu currículo títulos de Olimpíada e de Mundial pela seleção brasileira, já havia feito a final da Superliga na temporada 2001/2002, pelo Banespa, mas acabou sendo derrotada na ocasião por outro mineiro, o Telemig/Minas.

"Estou muito feliz! Que esse título brasileiro seja o primeiro de muitos! Tivemos a melhor campanha e trouxemos isso para dentro de quadra. Erramos muito no segundo set, mas tivemos tranquilidade no terceiro set, num set muito equilibrado, e vencemos", analisou Murilo, melhor jogador do mundo em 2010. "A torcida fez uma festa linda, a Superliga teve uma final à altura digna do campeonato", completou. Murilo foi eleito o melhor em quadra na decisão.

Murilo e companheiros do Sesi fazem festa na quadra no Mineirinho
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Murilo e companheiros do Sesi fazem festa na quadra no Mineirinho

Os jogadores do Sesi também saíram de quadra com dois destaques individuais. Wallace, oposto do time paulista, começou a decisão com apenas três pontos a mais que outro Wallace, o oposto do Sada/Cruzeiro. Com 27 acertos, o jogador do time de São Paulo foi o maior pontuador da final e ainda fechou a temporada como o maior pontuador da Superliga .

Já Thiago Alves, que sofreu com cãibras e teve que ver o quarto set do banco de reservas mostrou que é mesmo pé-quente. Desde que a competição nacional passou a ser decidida em apenas um jogo, ele esteve em todas as finais e venceu todas . O ponteiro já soma quatro títulos.

Além disso, apesar de o técnico Giovane Gávio fazer questão de destacar a força do conjunto do Sesi , a equipe paulista também liderou a lista de prêmios individuais do torneio. O central Sidão ficou com o troféu de melhor saque. O oposto Wallace, além de maior pontuador, foi o melhor atacante da Superliga. Já Murilo foi eleito o dono da melhor recepção e Serginho, a melhor defesa. Para completar a lista, Acácio, do Sada/Cruzeiro, foi o mehor no bloqueio e William, também da equipe vice-campeã, o melhor no levantamento.

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O jogo

Sesi-SP e Sada/Cruzeiro fizeram um primeiro set bastante equilibrado. Apesar da equipe paulista abrir dois pontos de vantagem logo no começo, o time cruzeirense reagiu e virou o placar. Assim seguia a disputa, com as equipes se alternando na frente no marcador. Empurrado pela torcida, o Sada/Cruzeiro se mostrou nervoso no final do set. Se a diferença ainda não tinha passado a casa dos dois pontos, para nenhum dos lados, os erros dos mineiros nos pontos finais garantiram a vitória do Sesi-SP no primeiro set, por 25 a 19.

No segundo set, a situação se inverteu e quem conseguiu abrir foram os mineiros, melhores no bloqueio. Eles logo marcaram 8 a 4. Com dois bloqueios seguidos do Sada/Cruzeiro a diferença chegou a seis pontos, com 16 a 10 no marcador. O Sesi ainda tentou se recuperar, mas era tarde e os mineiros devolveram o placar, vencendo por 25 a 19.

A terceira parcial foi a mais equilibrada da disputa. A diferença ficava em apenas um ponto, hora para o Sada/Cruzeiro, hora para o Sesi-SP. Maiores pontuadores da Superliga, os Wallaces fizeram a diferença para suas respectivas equipes. Melhor para o Wallace Martins, do Sesi-SP, que fez oitos pontos na vitória da sua equipe por 27 a 25, enquanto Wallace fez cinco para o Sada/Cruzeiro.

Se o equilíbrio marcou os sets anteriores, definitivamente foi o que não ocorreu no quarto set. Pressionado com o resultado de 2 a 1 para o Sesi-SP, o Sada/Cruzeiro entrou em quadra nervoso e errou a primeira bola, na recepção de Filipe. A vantagem do time paulista chegou a ser de nove pontos, quando fez 17 a 8. Neste momento alguns torcedores já deixavam o Mineirinho, quando a Sada Cruzeiro começou a reagir. A diferença caiu para cinco pontos, mas nada que ameaçasse o triunfo do Sesi-SP, que venceu por 25 a 17 e fechou o jogo em 3 sets a 1, sagrando-se campeão da Superliga pela primeira vez.