Após trocar o frio russo pelo calor de Araçatuba, a central disse: “Estava tão acostumada lá fora que jogar no Brasil é novidade”

Divulgação/CBV
Walewska foi campeã olímpica com a seleção e, agora, está de volta ao Brasil
A central Walewska, campeã olímpica em Pequim, é uma das novidades do Vôlei Futuro para a temporada 2011/2012. O time foi apresentado nesta manhã em Araçatuba e a veterana de 31 anos não escondeu a empolgação em voltar a jogar no clima nacional.

“Saí do 8 para o 80. Ou jogo no muito frio, ou no muito quente”, brincou a central, que até a última temporada defendia o Odsintovo, da Rússia. “Voltar ao Brasil e ter sol, poder ver o céu... Isso dá uma disposição a mais. Em Moscou tudo era muito cinza e escurecia às três horas da tarde”, afirma.

Walewska passou sete temporadas no exterior e disse que voltou ao Brasil para buscar novos objetivos e ficar mais perto dos amigos e da família. “Isso chega a ser engraça. Estava tão acostumada a jogar lá fora, que ficar mais um não seria uma novidade. Voltar para o Brasil é que está sendo a grande novidade”, diz. “Eu já tinha sido campeã na Espanha, na Itália, na Rússia... Meus objetivos lá fora já tinham sido alcançados e por isso aceitei essa proposta, para ficar mais perto da família, do calor humano”, completa.

Além da diferença de temperatura, já que Araçatuba é conhecida pelo forte calor, a jogadora terá que se readaptar ao ritmo das equipes brasileiras. “Os treinamentos são mais intensos, mas acho que vou me acostumar rápido. Estou feliz e realizada com a minha escolha”, comenta.

A empolgação no retorno ao País não anima a central a tentar uma vaga na seleção brasileira. “Minha história no time acabou com o ouro olímpico em Pequim e não poderia ter acabado de maneira melhor. Esses anos no exterior e também na seleção foram muito desgastantes. Eu nunca estava em casa, perdi aniversários com meus amigos. Estava ficando pesado participar de tudo e fiz a minha escolha”, explica.

“Agora estou motivada para trabalhar no time. E estou pronta para muito trabalho duro”, afirma Walewska.

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