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Rodrigão começa bem a temporada turca, mas já pensa em voltar

O central assinou contrato com o Ziraat Bankasi até maio e quer jogar a próxima temporada no Brasil

Aretha Martins, iG São Paulo |

Divulgação
Rodrigão (direita) escuta orientações do técnico em sua estreia pelo Ziraat Bankasi
Rodrigão está de casa nova desde o começo do mês. O central foi um dos dispensados pelo Pinheiros/Sky em dezembro e, mesmo relutando em jogar no exterior, assinou com o Ziraat Bankasi, da Turquia, até maio. Na estreia, perdeu um jogo bem disputado na Copa CEV. Depois, foi destaque da equipe no Campeonato Turco. Em entrevista exclusiva ao iG, o jogador lembra como foi a sua primeira partida pelo clube, fala sobre o time na cidade de Santos e não esconde a vontade de voltar logo a atuar no Brasil.

iG: Você chegou ao Ziraat Bankazi e logo estreou pelo time na Copa CEV, sem nem treinar. Em quadra, perdeu para o CSKA Sofia por 3 sets a 2. Como foi essa primeira partida?
Rodrigão: Foi muito difícil. Depois de mais de um mês sem jogar, é complicado voltar já ter de cara uma partida tão importante para o clube como essa da Copa CEV. Mas foi bom. Depois de estarmos perdendo por 2 a 0, eu entrei no terceiro set e conseguimos levar o jogo ao tie break.

iG: Desde a dispensa do Pinheiros, você disse que não gostaria de jogar no exterior. Por que mudou de ideia? E por que escolheu a Turquia?
Rodrigão: Não poderia ficar parado. Eu tinha que treinar em algum clube no Brasil ou sair para jogar (como foi dispensado depois do final da janela, o central não poderia atuar em nenhum outro time da Superliga). Recebi algumas propostas muito boas da Turquia e da Rússia, mas resolvi vir para o Ziraat, pois já conhecia o treinador.

iG: Mas vê teve que seguir sozinho para a Turquia, não?
Rodrigão: Meus filhos já estão estudando e não dá mais para me acompanharem. Minha esposa vem em março para ficar alguns dias aqui.

iG: Logo depois de assinar com o Ziraat, você comentou em sua página no Twitter: “Realmente não foi nada facil o que aconteceu. O clube (Pinheiros) poderia ter feito antes de começar a Superliga, pois teriamos a chance de jogar ainda no Brasil ,seria melhor para todos !!!”. Qual o seu sentimento agora, mais de um mês depois de tudo? Ainda conversa com os ex-companheiros?
Rodrigão: Meu ex-companheiros não têm culpa de nada. Nos dávamos muito bem e foi uma pena o acontecido. Estarei sempre torcendo pelo sucesso de cada um deles.

iG: E o time na cidade de Santos, que chegou até a ser comentado na imprensa como um dos motivos para a sua saída do Pinheiros…
Rodrigão: Bom, não sou eu quem monto o time. Muita gente confunde as coisas e já virou uma polêmica isso. Antes de ir para o Pinheiros, o secretário de Esportes de Santos me chamou para uma conversa e pediu para que eu o ajudasse a montar um time de vôlei na cidade porque a prefeitura tinha feito um ótimo ginásio.Ele perguntou se eu poderia ajudá-lo a ir atrás de patrocínios para esse time. Eu disse que sim, até porque seria um prazer jogar na cidade em que eu moro, pois seria mais fácil para minha família.

iG: Seu contrato com o Ziraat é curto, vai até maio. Você volta ao Brasil na próxima temporada?
Rodrigão: Espero que sim, ainda mais agora que volto sem pontos no ranking da CBV (atleta que jogou fora tem valor zero para o time, que pode ter, no máximo, 32 pontos). Isso ajuda bastante, pois vou poder receber propostas de todos os clubes, o que antes não era possível pela pontuação.

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