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Vôlei
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Retrospectiva: vôlei vive 2010 agitado

Títulos, polêmicas, vibrações e drama. 2010 foi um ano agitado para o vôlei. Veja os principais fatos

Gazeta |

Com dois Mundiais programados, a expectativa para o 2010 do vôlei brasileiro já era de muita agitação. Conseguiria a nova geração da seleção marasculina provar sua força após a perda do ouro nas Olimpíadas de Pequim? E as meninas? Elas repetiriam a histórica campanha feita na China com o inédito ouro na disputa, assumindo a hegemonia da categoria?

Os homens entraram primeiro em quadra com a camisa amarela. Para começar, conquistaram a Liga Mundial, com uma vitória por 3 sets a 1 sobre a Rússia. Semanas mais tarde, foi a vez de faturar o tricampeonato mundial, em uma das disputas mais complicadas e polêmicas da história do esporte brasileiro.

Não bastasse um regulamento que claramente beneficiava a Itália, dona da casa, o técnico Bernardinho ainda viu um de seus levantadores, Marlon, ter uma crise de colite já em solo europeu e ficar sem condições de jogo. A maratona de jogos desgastou o titular Bruno e fez com que, em votação, o grupo optasse por jogar com uma formação reserva diante da Bulgária no fim da segunda fase, em um jogo bizarro, onde perder era teoricamente melhor que ganhar para a sequência da competição.

Sem demonstrar vontade nenhuma em quadra e com o oposto Theo na condição de levantador, o Brasil caiu por 3 sets a 0, sob vaias intensas do público, que criticava a "marmelada". O capitão Giba falou em "mancha negra na carreira". Muito criticado pelo ocorrido, o time se viu extremamente pressionado e por pouco não sofreu uma inesperada derrota para a República Tcheca na sequência, se salvando no tie-break. Porém, conseguiu se recuperar e, jogando um voleibol de alto nível, faturou a taça derrotando Cuba na decisão - antes, destroçou a Itália na semifinal em jogo extremamente tenso. O ponteiro Murilo foi o grande nome da temporada, ficando com o título de MVP nas duas competições.

Com a seleção feminina, o drama foi outro: obcecado pelo título mundial da categoria, o único ao lado da Copa do Mundo que falta na vitoriosa galeria da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), o time perdeu duas de suas principais jogadoras, Mari e Paula Pequeno, em apenas dois dias, graças a quedas de mau jeito durante a fase final do Grand Prix. Mesmo assim, valente, a equipe chegou à prata na competição.

E ainda havia um Mundial pela frente: na base de muito treinamento, Zé Roberto conseguiu acertar o time sem as duas estrelas e embarcou para o Japão, onde seria realizado o torneio. No Oriente, o time verde-amarelo fez boa campanha, com direito a uma surra histórica sobre a arqui-inimiga Itália, e empolgou a torcida até a semifinal. O lugar na decisão parecia assegurado, já que as adversárias seriam as donas da casa, que há anos não assustavam ninguém no cenário internacional.

Pois eis que as japonesas aproveitaram ao máximo a oportunidade e por pouco não protagonizaram uma enorme zebra, eliminando o favorito Brasil, que precisou de cinco sets para se safar. Na decisão, a temida Rússia estaria pela frente. Era a chance ideal para vingar a doída derrota na final do Mundial de 2006. Mas não deu: apesar de terem aberto 2 a 1 no jogo, as brasileiras não conseguiram segurar a vantagem e ainda viram as mesmas algozes de quatro anos antes, Gamova e Sokolova, brilharem. As lágrimas e os olhos baixos das atletas de Zé Roberto após a partida deram uma dimensão do tamanho da frustração sentida.

Ao menos, o treinador sentiu o gosto de ser campeão do mundo pouco depois, quando conduziu o Fenerbahce ao título do Mundial interclubes, batendo o Sollys/Osasco na decisão - o time turco montou um elenco estrelado, que conta ainda com a levantadora Fofão e a russa Sokolova. No masculino, o Trentino, do levantador Rapha, ficou com o bi na disputa.

2010 também foi o ano em que uma novela do vôlei brasileiro quase chegou ao fim. Depois de anos de afastamento, Bernardinho utilizou o preparador físico José Inácio Salles Neto para se reaproximar do levantador Ricardinho, com quem havia rompido relações às vésperas do Pan de 2007. Os dois voltaram a se falar e uma convocação, para a Liga Mundial foi feita. Porém, preocupado com a volta ao Brasil para defender o Vôlei Futuro, o jogador pediu dispensa. Foi a senha para também não ser chamado para o Mundial. Frustrado, ele declarou que nunca mais pretende defender a seleção brasileira, mas em entrevista exclusiva, o treinador deixou claro que as portas estão abertas. Teria esta história chegado ao fim?

Um tabu também caiu no ano que em pouco se encerra: depois de quatro temporadas perdendo a final da Superliga feminina para o Unilever (ex-Rexona), o Osasco finalmente conseguiu bater a rival carioca. Em partida realizada no ginásio do Ibirapuera, Natália brilhou e conduziu a equipe da Grande São Paulo à vitória por 3 sets a 2.

Entre os homens, o campeão continuou o mesmo dos dois anos anteriores, a Cimed. E, curiosamente, batendo um rival mineiro na decisão. Só que, ao invés do tradicional Minas, a vítima da vez foi o surpreendente Montes Claros, equipe criada meses antes e que alcançou a final do principal campeonato de clubes do país logo em sua primeira temporada.

Na praia, o ano foi especialmente bom para Juliana e Larissa, que faturaram os títulos do Circuito Brasileiro e do Circuito Mundial. Entre os homens, a taça nacional foi conquistada por Thiago e Pedro Cunha, enquanto o Circuito Mundial ficou com os norte-americanos Rogers e Dalhausser.

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