Meio de rede da Unilever lembrou que tinha medo de Bernardinho, mas disse que agora isso é diferente

Há três anos, quando chegou à Unilever, Mara morria de medo do técnico Bernardinho. Hoje em dia, tudo é diferente para a meio de rede: com 20 anos para serem completados no próximo dia 26, a caçula do time sonha com coisas maiores em sua carreira, como a seleção brasileira feminina de vôlei.

"Ainda me lembro de que cheguei morrendo de medo. Tudo era novidade. Estava saindo do juvenil e começando em uma equipe adulta. E ainda por cima com o Bernardo. Mas, aos poucos, fui descobrindo que ele é um paizão, uma pessoa divertida. Deixa todo mundo à vontade", declarou a central.

Mara conta que não iria jogar vôlei por conta própria. Certo dia, ela foi abordada por uma jogadora em um restaurante em Belo Horizonte, que ficou surpresa com sua altura e perguntou se ela não gostaria de começar a praticar. Um mês depois, ela aceitou um convite para um teste no Mackenzie e brinca que apareceu no dia de vestido e sandálias. "Tenho certeza de que só fiquei porque era alta e não pela minha habilidade", brincou.

Depois de quatro anos no juvenil do time, foi para o Fluminense, no Rio de Janeiro. Lá, o auxiliar-técnico Hylmer Dias a indicou para a Unilever, onde está desde 2009. "Cheguei com uma lesão no ombro direito e tive um excelente tratamento. Em quadra, fazia coisas erradas, sem consciência. Fui corrigida em cada detalhe e sei que minha manchete e meu ataque melhoraram muito", agradeceu a jovem atleta.

Seu próximo passo agora, além da próxima temporada da Superliga, competição da qual a Unilever foi campeã este ano, é a seleção brasileira. "Hoje, respiro vôlei e, como toda jogadora, meu sonho é chegar à seleção adulta", concluiu.

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