Tamanho do texto

Longe das quadras há um ano e meio, ex-capitão da Seleção de despediu do vôlei na estreia do RJX

Fernando Maia/Divulgação
Com a filha Rafaela no colo, Nalbert é homenageado
A despedida das quadras veio sem com um ano e meio de atraso e sem ser planejada. Mas em grande estilo. Em casa, no Maracanãzinho, perto da família e de companheiros especiais, como o técnico Marcos Miranda e os jogadores Giba e Gustavo, desta vez do outro lado da rede. Depois de uma carreira vitoriosa e brilhante, Nalbert saiu de cena no amistoso contra o Cimed, na estreia do RJX, time formado por Eike Batista para a disputa da Superliga masculina 2011/2012.

Mas, ao contrário de Ronaldinho, o ex-capitão da Seleção Brasileira por quase uma década se apresentou em forma e praticamente com o mesmo peso da época em que jogava. Com o número 12 às costas, Nalbert deixou a quadra após o primeiro set da partida, vencido pelo time carioca por 25/17 e, com a filha Rafaela no colo, foi homenageado por Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, com uma placa de agradecimento pelos 17 anos de serviços prestados ao país.

Substituído por Thiago Sens, o jogador abraçou um por um seus companheiros e adversários e disse que nem nos seus melhores sonhos poderia esperar uma despedida tão perfeita como a que teve.

“Parei de jogar há um ano e meio e nunca pensei em fazer um jogo de despedida. Nem no melhor dos meus sonhos eu poderia imaginar um adeus tão perfeito. Eu sou um cara de sorte. Só tenho que agradecer ao Radamés (Lattari) que teve a ideia de me convidar para esse jogo e que organizou tudo isso. Nem se eu tivesse bolado algo seria tão perfeito, no Maracanãzinho, ao lado da família, dos amigos. É um privilégio que muitos craques que mereciam uma homenagem dessa não tiveram”, agradeceu.

Cansado, mas livre das dores que o atormentaram nos últimos anos de sua carreira, o eterno capitão admitiu o cansaço e a falta de ritmo, principalmente na hora de soltar o braço, uma de suas principais armas ao lado do passe.

“Estava parado há muito tempo, mas consegui treinar para essa partida durante uma semana com o pessoal. Tentei me divertir ao máximo. Eu não estou sentindo muitas dores, mas a perna já estava cansada. Pelo menos consegui um pontinho, o último da minha carreira”, brincou o camisa 12.

Ao lado da esposa Amanda Lee e da filha Rafaela, Nalbert não poupou elogios à criação do RJX, um sonho antigo que finalmente virou realidade. O ex-jogador só lamentou que Eike Batista não tenha tido essa iniciativa há alguns anos.

“Eu falo todos os dias o quanto eu gostaria de ter participado de um projeto dessa grandeza como atleta, mas como o timing não deixou, vou estar presente apenas como entusiasta. Mas estou feliz de poder ter participado por alguns dias de um projeto que já começa grande e vai ajudar muitas comunidades carentes”, disse Nalbert.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.