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Vôlei
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Na volta do Mundial, Osasco tenta repetir Sadia e Leite Moça

Atual campeão brasileiro e sul-americano, o Osasco terá bola diferente e o cansaço como adversidades

Gazeta Esportiva |

Era novembro de 1994 e, enquanto o último mundial de clubes feminino era realizado, a maior parte das atletas do Sollys/Osasco nem queria saber de vôlei, crianças e adolescentes que eram. Agora, 16 anos depois, elas entram em quadra nesta quarta-feira de olho na taça, que finalmente volta à pauta da modalidade após um longo hiato, tentando repetir os feitos da Sadia em 1991 e do Leite Moça em 1994.

A estreia será ao meio-dia (horário de Brasília), contra o Federbrau, da Tailândia, em Doha (Catar). "Esse é um título que eu não tenho e quero muito. Não sabemos quando vai ter um Mundial de novo, então temos que aproveitar esta oportunidade", comentou a capitã da equipe, Carol Albuquerque.

A levantadora, aliás, correu riscos de não jogar a competição ao sofrer uma lesão na panturrilha no segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista, mas conseguiu se recuperar a tempo da disputa. Ela atuará ao lado de seis jogadoras que defenderam a seleção brasileira no último Mundial de seleções: Natália, Jaqueline, Sassá, Thaísa, Adenízia e Camila Brait.

O que aparentemente é uma vantagem, entretanto, pode ser um problemas para o time brasileiro. Isto porque um dos favoritos ao título é o Fenerbahce, time turco comandado por José Roberto Guimarães, atual técnico da seleção - a equipe, além disto, conta com Fofão, capitã do time nacional até a conquista do ouro nas Olimpíadas de Pequim e que enfrentou este mesmo grupo na última temporada, quando estava no São Caetano. O duelo entre as equipes será às 14 horas de quinta.

"Além de ser um grande treinador, ele treinou essas meninas durante seis meses este ano, conhece bem estas atletas", reconhece o técnico Luizomar de Moura. "Mas estamos trabalhando, temos estudado os vídeos para tentar surpreender o Zé Roberto. As jogadoras também estão motivadas", garantiu.

Atual campeão brasileiro e sul-americano, o Osasco terá ainda outros dois grandes problemas a superar no Mundial: a bola diferente e o cansaço, já que há exatamente no último dia 14 de novembro o grupo estava no Japão, disputando a final do Mundial de seleções.

"Nosso preparador físico está empenhado. Elas precisam estar com a máquina bem regulada", brincou Luizomar. "Ainda tivemos a fatalidade de perder a Carol no Paulista, o que atrapalhou o entrosamento e taticamente isso nos atrapalhou um pouco. Mas a Carol mostrou uma motivação enorme para voltar e isso contagiou o grupo. No esporte de hoje, a motivação tem um peso muito grande", confia o técnico.

Motivação, aliás, que é tirada até de derrotas recentes. "Ganhar da Sokolova vai dar aquele gostinho de revanche. Vai ser legal encontrar ela de novo", confessou a atacante Natália, se referindo à jogadora do Fenerbahce, uma das protagonistas da Rússia na conquista do título mundial, quando o time europeu bateu o Brasil na decisão por 3 a 2.

Além de Osasco, Fenerbahce e Federbrau, integrantes do grupo A, o Mundial conta com a participação de Bergamo (Itália), Mirador (República Dominicana, comandado pelo brasileiro Marcos Kwiek) e Kenya Prisions (Quênia), que estão no grupo B. Os times se enfrentam entre si em cada chave e os dois melhores passam à semifinal. A decisão está programada para o dia 21.

Masculino
O Mundial masculino de clubes também começa nesta quarta-feira, mas não terá a participação de nenhum time do Brasil, país dono da seleção tricampeã mundial. Isso porque a Cimed perdeu a vaga ao ser derrotada pelo Drean Bolívar, da Argentina, na decisão do Campeonato Sul-americano.

Os argentinos estão no grupo B, junto de Trentino (Itália), Dínamo de Moscou (Rússia) e Paul Mitchell (Estados Unidos). O grupo A conta com PGE Skra Belchatow (Polônia), Al Ahly (Egito), Paykan (Irã) e Al Arabi Doha (Catar).

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