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Murilo reclama de FIVB e sonha com associação de jogadores

Ponteiro da seleção fala do convite a times europeus para a Copa do Mundo e lembra regulamento do Mundial

Gazeta |

AFP
Murilo defendeu o Brasil na Copa do Mundo, que classificou seleção às Olimpíadas
As decisões tomadas pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para definir a fórmula do Campeonato Mundial e os países convidados para a Copa do Mundo não agradam o ponteiro brasileiro Murilo, que chega a sonhar com a criação de uma associação de jogadores para tentar se opor a decisões polêmicas da entidade responsável por comandar mundialmente a modalidade.

A FIVB deu convites a Rússia e Polônia para a Copa do Mundo, classificatória para as Olimpíadas de Londres 2012, deixando quatro seleções europeias entre as 12 do torneio. A Sérvia, oitava colocada, utilizou jogadores reservas contra as potências de seu continente e titulares contra o Brasil. Para a equipe, era favorável ter europeus já classificados ao evento britânico, para enfraquecer o pré-olímpico local.

Leia também: Brasil bate Japão, leva bronze e garante a vaga olímpica

No Japão, Polônia, Rússia e Brasil subiram ao pódio da Copa do Mundo e garantiram um lugar nos Jogos Olímpicos.

"Não tem como negar. Para a Argentina era ruim se o Brasil não se classificasse. Para a Sérvia para a Itália, para a Bulgária, que estão fora, era ruim se Polônia e Rússia não se classificassem. Virou o que virou", reclamou o ponteiro, questionando os motivos para a escolha das seleções convidadas. "Não tem critério. Por que não foi a Venezuela, ou Porto Rico? Esse é o meu questionamento. Acho que a gente acaba perdendo um pouco a credibilidade", disse.

As primeiras críticas de Murilo à Federação Internacional ocorreram antes do Campeonato Mundial do ano passado, na Itália, em que o jogador reclamou da confusa fórmula de disputa de três fases, cada vez com menos times, antes de chegar à semifinal. Tentando evitar cenários parecidos com o das duas competições, ele sonha com uma associação de jogadores, com poder de voto nas decisões da entidade.

"É difícil, cara. Acho que nem o Bernardinho é consultado, imagina os jogadores. Não sei se a gente teria força para vetar um negócio desses, mas seria interessante começar a pensar nisso, tanto no Brasil como mundialmente", afirmou o jogador, que descarta comandar um possível grupo de atletas durante sua carreira por falta de tempo.

Um empecilho apontado por Murilo para evitar decisões polêmicas da FIVB e mudanças nos regulamentos das competições, no entanto, é a pouca união entre os times. "Ainda falta muito diálogo entre as seleções ou entre os clubes. Não só a gente estava descontente, o Egito e o Irã também estavam. Só o pessoal da Europa não falou nada", analisou.

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