Campeão em Barcelona, ex-jogador confia na seleção, mas lembra que todos estudam o Brasil e já sabem como os atletas jogam

No início deste mês, a seleção brasileira masculina de vôlei confirmou sua vaga nos Jogos Olímpicos de Londres ao terminar no terceiro lugar a Copa do Mundo , disputada no Japão. Um dos ícones do esporte brasileiro, Marcelo Negrão, ouro nas Olimpíadas de Barcelona em 1992, prevê agora um caminho duro para a atual equipe em busca do tão sonhado topo do pódio olímpico.

"O Brasil está de parabéns pela vaga que garantiu agora paras os Jogos Olímpicos. Daqui pra frente vai ser sempre assim. Todos contra o Brasil. Todos já sabem como o time joga e não vai ser fácil. Sempre será uma pedreira", disse o jogador, homenageado no início desta semana no Parque das Bicicletas, na cidade de São Paulo.

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Negrão foi o autor do último ponto da seleção brasileira comandada por José Roberto Guimarães na vitória diante da Holanda, por 3 sets a 0, na grande final dos jogos de Barcelona. Apesar dos tropeços diante da Sérvia e de Cuba na Copa do Mundo, o ex-jogador destacou a importância do terceiro lugar para o Brasil.

"O importante é que o time conseguiu se classificar, mas mesmo que não fosse nessa primeira chance, teriam outras oportunidades. Foi bom para o Brasil ver o nível em que ele mesmo se encontra hoje, e agora tem mais tempo para treinar com calma", explicou Negrão. "Não vai ser fácil, mas a seleção brasileira tem totais condições de ser campeã", completou.

O ex-jogador ainda destacou as diferenças do vôlei da época do ouro olímpico em 1992 com o momento atual do esporte. "As regras mudaram. Acho que hoje o voleibol depois daquela olimpíada é outro. Antigamente não havia tantos jogadores como existe hoje. A qualidade técnica e individual era muito precária em relação às de hoje. Não tínhamos tantos craques como temos atualmente e o Brasil é um exemplo disso, sempre muito bem representado tanto pelos jogadores como pela comissão técnica", concluiu Marcelo Negrão.

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