Oposto paulista é o maior pontuador da temporada da Superliga. Já o mineiro aparece na segunda colocação

Três pontos. É isso o que separa Wallace Martins, oposto do Sesi-SP e maior pontuador da Superliga com 546 bolas no chão, de Wallace Souza, oposto do Sada/Cruzeiro, no ranking da competição nacional com 543 acertos. E os dois serão protagonistas de um duelo particular na final do torneio, neste domingo, às 10h (horário de Brasília), no ginásio do Mineirinho.

“Podemos ter uma ‘briga pessoal’. Vai ser o duelo do mais novo contra o mais velho”, afirma Wallace Souza, de 23 anos. “Ele já um cara mais experiente (jogador do Sesi tem 28 anos), mais rodado, que tem mais manha. E sou o mais novo e ainda tenho que decidir tudo na força”, analisa o jogador mineiro.

Sandro, levantador do Sesi, conhece bem os dois opostos. Ele trabalhou com Wallace Souza até a última temporada no Sada/Cruzeiro. Em 2010/2011, fechou com o time paulista e virou parceiro de Wallace Martins. E Sandro concorda com o cruzeirense.

“Eles são diferentes. O do Cruzeiro é aquele cara mais ‘cubano’ mesmo, que é bem leve e vai muito alto. As qualidades deles são a força e o alcance no ataque. Já o nosso é mais rodado. Ele também tem muita força, mas não tem aquele alcance todo. Ele consegue trabalhar mais a bola, usa mais ‘caixinha’”.

O levantador ainda conta que o seu atual companheiro aprendeu a ser mais habilidoso na marra. “O Wallace aprendeu a dar ‘caixinha’ depois de uma lesão no ombro. Ele se machucou, não podia dar tanta pancada e teve que buscar algum recurso, como colocar a bola sem tanta força”, explica Sandro.

Wallace treina com o Sada/Cruzeiro no Mineirinho
Divulgação
Wallace treina com o Sada/Cruzeiro no Mineirinho

Os dois “Wallaces”ainda travam brigas em outras estatísticas além da pontuação. O mineiro é o segundo melhor atacante da Superliga, com 36,05% de eficiência. Já o paulista é o quinto no fundamento, com 35,7%. No saque, a vitória é do oposto do Sesi-SP. Ele é o segundo jogador nas estatísticas de serviço, com 8,74% de sucesso. Já o rival do Sada/Cruzeiro é o sexto na lista, com 6,22% de acertos.

Na manhã de domingo os dois entram em quadra para ver quem termina na frente nos números da Superliga 2010/2011 e quem fatura o primeiro título no torneio nacional.

Xarás também na defesa

Serginho, líbero do Sesi, busca primeiro título nacional
Divulgação
Serginho, líbero do Sesi, busca primeiro título nacional
Os líberos de Sesi-SP e Sada/Cruzeiro também atendem pelo mesmo nome: Serginho. Só que aqui não se trata de mais novo x mais velho porque os dois são bem experientes. Mas o duelo entre eles tem um gosto de revanche.

Na temporada 2001/2002, o mineiro Serginho, que defendia o Telemig/Minas, foi campeão no Mineirinho diante do paulista Sérgio Escadinha, que jogava no Banespa, depois de uma vitória por 3 sets a 2 para fechar a série decisiva.

"Naquele jogo quebramos um grande tabu. Pela primeira vez, um time mineiro conseguiu vencer a Superliga no Mineirinho. Essa foi a grande vitória daquele grupo", diz Serginho, que chega a sua oitava final, depois de três títulos. Além do líbero, Douglas Cordeiro e Samuel também foram campeões em 2001/2002, agora, estão no Sada/Cruzeiro.

"Foi um grande jogo, mas eu tenho a recordação de vários lances difíceis para a arbitragem, que é até complicado de comentar. No entanto, isso faz parte do esporte. Espero que neste domingo o Mineirinho traga uma sorte diferente para o nosso grupo”, comenta Escadinha, do Sesi-SP. Giovane, Murilo e Sidão também fizeram parte daquele elenco do Banespa.

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