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Vôlei
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Levantadora Fabíola ganha elogios e pede mais tempo na seleção

Jogadora disputou no Japão o seu primeiro Campeonato Mundial e assumiu o posto de levantadora titular do Brasil

Aretha Martins, iG São Paulo |

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Uma das posições mais questionada na seleção brasileira feminina de vôlei é a de levantadora. Fernanda Venturini reinou durante anos e deixou sua vaga para Fofão. A titular comandou o time na conquista do ouro olímpico, em Pequim, e se aposentou da seleção. Desde então, o técnico Zé Roberto segue em busca da nova levantadora do sexteto nacional. Por enquanto, Fabíola, aparece como a favorita.

A levantadora ganhou espaço na seleção nesta temporada, foi titular no Grand Prix e conquistou a posição para o Campeonato Mundial. Depois da campanha que rendeu a prata ao Brasil, o técnico José Roberto Guimarães elogiou a atleta.

Segurar uma competição como o Campeonato Mundial, que foi dura e com adversários complicados, não é simples, e ela acabou de saindo muito bem, disse o treinador. Ela não vai esquecer nunca esse Mundial. Ela teve coragem e discernimento durante o jogo. Fiquei satisfeito com o que vi, com o que ela correu e se dedicou porque o tempo todo tentou ajudar. É uma avaliação muito positiva, afirma Zé Roberto.

A atleta também aprovou a sua estreia no torneio. Fico feliz com o meu desempenho, feliz com a oportunidade que tive e com a confiança tanto das jogadoras como da comissão técnica. A gente chega de cabeça erguida e pronta para uma próxima temporada, pronta para a Olimpíada, disse Fabíola no desembarque da seleção feminina depois do Mundial.

Divulgação
Vibração de Fabíola, camisa 17, na vitória sobre Cuba na segunda fase do Mundial

Fabíola não é a primeira a ter espaço na vaga de levantadora. Já passaram pela seleção Carol Albuquerque e Ana Tiemi. E ainda segue no time Dani Lins, agora como reserva. O lugar de Fabíola ainda não está garantido como a sucessora de Fofão ou Venturini. Fabíola é uma das jogadoras importantes, assim como é a Dani Lins. Vai depender do que acontecer na Superliga para que a gente possa escolher (as jogadoras) para a seleção, minimizou Zé Roberto.

Já Fabíola, que irá defender o Pinheiros em mais uma temporada no torneio nacional, pede um pouco de calma. Muito se compara com a Fofão ou com a Venturini, e isso é normal por tudo que elas fizeram. Mas a torcida tem que ter calma. Mas é preciso tempo para trabalhar e se acostumar com a equipe e com as jogadoras, explica.

Zé Roberto concorda com Fabíola. Para ele, ser levantadora é um processo de aprendizado. Uma levantadora, quanto mais velha, melhor fica. Tem que dar tempo para que ela cresça na posição, para que ela adquira experiência. Tomar uma decisão em quadra não é simples. Não é só olhar o atacante, tem que olhar o outro time também e de que forma ele age. São detalhes sutis, mas isso demora. Só com o tempo que você vai perceber, comenta o técnico.

A seleção manteve uma sequência na mudanças de levantadoras até Pequim. Fofão foi reserva de Fernanda Venturini por diversos anos até assumir a posição de titular, quando a veterana se aposentou do time. Entretanto, nem Fabíola nem Dani Lins trabalharam ao lado de Fofão na seleção. A gente ficou com um gap (vão) muito grande porque as outras levantadoras foram muito longevas e isso complicou um pouco a situação no momento, analisa o treinador, que segue otimista com a renovação na seleção. A gente vai ter levantadoras por um tempo no Brasil.

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