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Central anunciou aposentadoria em 2008, mas aceitou convite para voltar e diz não se arrepender, mesmo “treinando como um cavalo”

Campeão olímpico e mundial, Gustavo resolveu deixar a aposentadoria de lado. Ele se afastou da seleção masculina de vôlei depois de levar a prata nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, e agora volta para um ano cheio , que começa com a disputa da Liga Mundial . Aos 36 anos, Gustavo volta a encarar a dura rotina de treinos do técnico Bernardinho e inverte os papeis com o irmão mais novo, Murilo.

Divulgação
Gustavo retorna à seleção e ao convívio nas quadras com o irmão Murilo
“Estamos treinando como uns cavalos, desde 7h da manhã. Está sendo uma loucura, mas estou bem e estou feliz por estar com o time de novo e por poder participar. Não me arrependo. Eu já estava acostumado”, afirma Gustavo.

O jogador estava na seleção brasileira havia 12 anos quando resolveu se aposentar para ficar mais perto da esposa, Rachel, e dos filhos Eric e Enzo. A notícia da volta não foi muito bem recebida pela mulher, mas Gustavo só tem elogios para ela.

“Ela ficou brava e chorou um pouquinho. Mas ela é uma chorona de nascença”, brinca. “Ela sente muita falta, muita saudade, mas agora estamos muito mais maduros do que antigamente. Mas eu a admiro muito porque sei que é difícil. Ela tem que suprir a minha ausência. É ela quem aguenta a saudade dos meus filhos também”, completa.

Apesar de se sentir bem e preparado para suportar a rotina puxada da seleção, Gustavo não pensa no futuro. “Não faço plano nenhum. Não penso em jogar a Liga Mundial ou fazer isso ou aquilo. Vamos ver até quando o corpo aguenta. Por enquanto, a carcaça está suportando o ritmo, mas tenho que engrossar esse caldo aí. Qualquer coisa, peço um tempo lá para o homem”, diverte-se o central.

Gustavo também vive uma situação diferente na sua volta à seleção. Nas conquistas do ouro olímpico e do bi-mundial, por exemplo, ele era um dos protagonistas enquanto Murilo, seu irmão, começava na equipe. Agora, o caçula dos Endres é o atual melhor do mundo e merece um “tratamento especial”.

“Agora que eu voltei, virei juvenil. Sou o cara recém-convocado para a seleção, estou no meu primeiro ano. Já levo a roupa do Murilo para a lavandeira”, conta Gustavo, que impõe um limite. “Mas eu só levo até a lavanderia, lavar eu não lavo, não”. “Falar ele fala, mas só quero ver se vai ser isso mesmo na hora do jogo”, provoca Murilo.