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"Ele é quem dá mais porrada no time", diz dirigente sobre Michael

Marcela Constantino, diretora do Vôlei Futuro, elogia o seu meio de rede e diz: "ele é o mais valente do grupo"

Aretha Martins, iG São Paulo |

O meio-de-rede Michael, do Vôlei Futuro, ganhou as manchetes ao assumir sua homossexualidade na terça-feira. Na semana passada, ele foi vítima de preconceito no jogo contra o Sada/Cruzeiro, pela semifinal da Superliga masculina, no qual a torcida mineira ofendeu o atleta com gritos de “gay” e “bicha”. Jogadores e comissão técnica do Vôlei Futuro manifestaram apoio ao colega e prometeram dar suporte a ele dentro e fora das quadras.

“Ele é um dos caras mais fortes que eu conheço. Dentro do grupo, ele é quem dá mais porrada e é um dos mais valentes do time. Se ele tiver com o tornozelo torcido, por exemplo, e tiver um jogo importante, não vai reclamar e vai entrar em quadra”, diz Marcela Constantino, diretora da equipe de Araçatuba.

Lucão, o outro meio-de-rede do Vôlei Futuro e atleta da seleção brasileira, concorda com a dirigente. “Ele é uma muito gente fina e do bem. Mas ele fico muito abalado na hora, pela dimensão de tudo. Foi toda a torcida, até mulheres e crianças, berrando contra ele. Mas agora já passou e estamos focados nos treinos”, afirma Lucão.

O Vôlei Futuro enviou à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) um vídeo em que mostra os insultos homofóbicos da torcida. A entidade encaminhou o caso do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). 

"Espero alguma atitude. Que tenha policiamento adequado, ou que não tenha torcida. Poderiam ter parado e falado ao microfone para que a torcida se contivesse. O que eu não vou é fechar os olhos e negar o problema”, fala Marcela. "Não quero que isso passe em branco porque não é justo. O grupo todo está apoiando o atleta e dando suporte", completa a diretora.

O Sada/Cruzeiro respondeu, em nota oficial, que abomina qualquer tipo de atitude discriminatória e que, na partida em Contagem, se isso efetivamente aconteceu, partiu de um grupo isolado e não pode ser considerada uma atitude generalizada da torcida.

Os dois times voltam a se enfrentar neste sábado, às 10h (horário de Brasília) em Araçatuba. Se o Sada/Cruzeiro vencer, fecha a série e assegura a vaga na final da Superliga. Se o Vôlei Futuro levar a melhor, a semifinal ficará empatada e será decidida outra partida em Contagem, no dia 15 de abril.
 

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