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Vôlei
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Competições paralelas apertam calendário e prejudicam equipes de vôlei

Estaduais e Superliga tem datas encavaladas, o que faz times terem que jogar partidas em dias seguidos, com menos de 24 horas entre uma e outra

Gazeta Esportiva |

Mal deu tempo de lamentar ou comemorar o resultado da final do Campeonato Paulista feminino de vôlei. Com a sequência de jogos na Superliga prejudicada devido à disputa do título estadual, as equipes do Vôlei Futuro e Pinheiros/Mackenzie já são obrigadas a focar a competição nacional.

Vice-campeã paulista na última quarta, a equipe do Vôlei Futuro entra em quadra na noite desta sexta-feira, às 21h (horário de Brasília), para encarar o Brusque, na cidade catarinense. Será a estreia do time na Superliga, disputa que já conta com equipes com quatro jogos realizados.

"É cansativo porque como tinha o Paulista as coisas apertaram um pouco", lamentou a central Fabiana, que também é capitã da seleção brasileira. "Mas estamos acostumadas então quando entramos em quadra a gente esquece o cansaço", minimizou.

Outra estrela da equipe, Paula Pequeno destaca que o Vôlei Futuro curtiu a "fossa" da derrota na noite da própria quarta-feira e já busca esquecer o ocorrido. "Já começa a luta de novo, é um novo objetivo e aí a gente vai buscar e trabalhar cada dia mais", discursou.

Para o campeão Pinheiros, a tabela é um pouco menos cruel, mas nem tanto: o time faz sua estreia neste sábado, contra o São Caetano, às 18h, no ABC paulista. "Não tem muito tempo para comemorar, mas a equipe procura comemorar do jeito que pode. Mesmo descansando desta sequência muito difícil, já vamos pensar no sábado", garantiu a ponteira Soninha, maior pontuadora do terceiro jogo da final.

Mundial de clubes
A tabela apertada não é um privilégio dos finalistas do Campeonato Paulista. Após ser obrigado a estrear na Superliga menos de 24 horas após a eliminação na semifinal do Estadual, o Osasco ganhou do São Caetano nesta quinta e encara o BMG/São Bernardo neste sábado, um dia antes de embarcar para o Catar, onde na semana que vem disputa o Mundial interclubes.

Para piorar, de todas as titulares, somente a levantadora Carol Albuquerque não viveu a puxada temporada de seleções, extremamente cansativa para as atletas. Porém, por azar, ela machucou a panturrilha e não chegará ao Mundial nas condições ideais.

Um das jogadoras que mais sofrem é a ponteira Jaqueline: não bastassem as duas cirurgias graves já realizadas no joelho esquerdo, a própria posição a leva a fazer grande esforço físico, já que é responsável por recepcionar bolas e também atacar.

"Tenho que fazer sempre uma preparação física para me fortalecer cada vez mais", comentou a jogadora, que tem feito um trabalho individualizado em Osasco. O técnico Luizomar de Moura, entretanto, minimizou a situação. "O Mundial não fazia parte do calendário, o que nos deixou com pouco tempo de preparação. Mas mantivemos a base do ano passado e isso pode ser o nosso diferencial", acredita.

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