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Vôlei
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Clima de despedida une seleção pelo tri olímpico no vôlei

Equipe brasileira masculina explica briga, afirma que não há desgaste e foca em último título de uma geração

Aretha Martins, iG São Paulo |

Divulgação/FIVB
Bruninho e Serginho vibram com ponto sobre o Japão, na despedida da Copa do Mundo
A seleção brasileira masculina de vôlei fecha o ano de 2011 com altos e baixos, a vaga olímpica conquistada e testes encerrados. Depois de uma briga diante das câmeras e irregularidade na Copa do Mundo, o tom de despedida une o time.

“Não há nenhum desgaste no time porque estamos focados na Olimpíada, que será a última para muita gente”, afirma Dante. Ele é um dos veteranos escolhidos por Bernardinho e diz que o time para Londres está definido, sinalizando que de os 12 escolhidos serão os mesmos que jogaram no Japão. “Só haverá mudança se alguém se machucar”.

Leia também: Seleção vê Brasil mal-acostumado e valoriza vaga em Londres 2012

Bernardinho fez testes durante o ano e usou elencos diferentes. Com o time principal, foi prata na Liga Mundial, ouro no Sul-Americano e bronze na Copa. Já com uma equipe mista levou o ouro no Pan-Americano. As mudanças, principalmente nas funções de oposto (com Leandro Vissotto, Théo, Wallace Martins e Wallace de Souza), central (com Rodrigão, Gustavo, Sidão e Lucão) e ponteiro (com Giba,Murilo, Dante, João Paulo Bravo, Lipe e Thiago Alves) podem ter pesado no ambiente do time.

“Foi um ano de muitas mudanças e experiências e isso causou um pouco de insegurança. Não tínhamos ideia de quem entraria jogando. Um torneio, o Vissotto nem foi convocado e no outro, foi titular, por exemplo. Normalmente temos um grupo, mas sabemos mais ou menos quem é titular e reserva”, explica o central Rodrigão. “Teoricamente não foi ruim, mas foi pior do que os outros anos”, completa.

Leia também: Murilo reclama de FIVB e sonha com associação de jogadores

Apesar da campanha irregular no torneio no Japão, todos concordam que esse era o momento de fazer testes. “Foi o ano certo para fazerem isso. Não dá para chegar em 2012 para ver quem entra e consegue dar conta do recado”, diz o meio-de-rede. “A situação não é preocupante e vamos rever isso para o ano que vem. O que não poderíamos era deixar para errar no ano olímpico”, fala Dante.

Divulgação/FIVB
Festa do Brasil em quadra depois de garantir a vaga olímpica para Londres 2012

Sem desgaste e com brigas normais da convivência
A Copa do Mundo foi o torneio mais complicado do ano. De acordo com Marlon, levantador titular nas primeiras fases, o desgaste físico de jogos em sequência e o mental, com a cobrança de sempre estar 100% nas partidas, pesaram para que o time ficasse apenas em terceiro lugar e com a última vaga olímpica.

Divulgação/FIVB
Depois da briga, Serginho comemorou com Bernardinho a vitória no último jogo da Copa
A pressão era grande pela classificação e durante o jogo contra a Argentina, uma discussão entre o líbero Serginho e o técnico Bernardinho flagrada pelas câmeras chamou a atenção. Murilo, estopim da briga, explica o que aconteceu em quadra.

“O time estava pressionado e a Argentina estava ali, jogando só por jogar. O Bernardo estava nervoso, cobrando muito a cada bola e eu perdi a cabeça e respondi. Ele retrucou e, logo depois, o Escada (líbero Serginho), respondeu também”.
“A diferença é que foi diante das câmeras, mas essa não foi a primeira e nem a última discussão ou briga. Temos várias dessas nos treinos e nos jogos, mas ninguém vê ou fica sabendo. E o Bernardo não leva isso adiante e vou pedir desculpas se estiver errado”, comenta Murilo.

Segundo o ponteiro, ele logo apertou a mão do treinador em uma substituição e, depois do jogo, houve uma conversa rápida entre os três. Serginho também minimizou o episódio. “Nós somos homens e estávamos ali para ganhar. E na hora do jogo, da tensão, não dá para virar e pedir para o outro jogar com toda a educação. A gente briga, xinga e se cobra. Isso é normal”, afirma o líbero.

Entre os atletas é consenso de que brigas acontecem, mas que são até para o bem. “A gente conversa e resolve”, diz Giba. E teve gente que nem viu a cena. “Eu só fiquei sabendo da briga porque me falaram. E logo depois, lembro de o Escada virar para o Bernardo para comemorar um ponto. Até o Bernardo se surpreendeu e virou para o banco comentando: ‘Esse cara é maluco, né’. Isso acontece e nem precisa ficar conversando todo mundo para discutir”, conta Rodrigão.

Além disso, todos negam qualquer desgaste depois de anos de convivência, já que alguns, como Giba, Gustavo ou Rodrigão, estão com Bernardinho na equipe desde o começo dos anos 2000.

“Não há desgaste porque o time está se renovando o tempo todo. Sempre tem um jogador novo chegando”, comenta Giba. “Pode até haver algum cansaço, mas nunca pensamos em separar”, continua Murilo. “O nosso desgaste é que a gente sempre pede folga para o Bernardo e ele sempre pede mais treino”, brinca Rodrigão.

Agora, todos mudam o foco para a Superliga masculina 2011/2012, que começa neste sábado. A seleção volta se reunir apenas depois do torneio nacional. Mas eles já sabem qual será o pensamento. “Vamos para as Olimpíadas e não vamos nos contentar com uma medalha de prata ou de bronze. Vamos fechar o nosso ciclo com o ouro”, afirma Giba.

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